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Espinafres: Essencial para uma Dieta Equilibrada

Fotografia: Nillerdk

O Espinafre é de origem Persa e foi introduzido na Europa pelos Árabes por volta do ano 1000.

O grande antecessor do espinafre é a erva armoles (atriplex hortensis), também conhecida por espinafre francês, é uma planta silvestre, anual,que pode atingir cerca de 1 metro de altura, considerada uma erva daninha, mas com sabor e propridades muito semelhantes ao espinafre (Spinacea oleracea ). Os ervanários antigos acreditavam que esta planta eliminava inflamações da garganta e era para isso utilizado externamente cru ou cozido.

O espinafre é muito nutritivo e remineralizante do organismo, recomendado em casos de anemia, obstipação, hemorragias, menstruação abundante, escorbuto, insuficiência biliar e estados depressivos, externamente sob forma de cataplasma, alivía queimaduras e estados febris.

Rico em fibras, celulose, ferro e clorofila, contém ainda sódio, zinco cálcio, potássio, saponinas, cobre, iodo, lisina, aminoácidos, coenzima 10, vitaminas A, B, C, D e P.

O espinafre, é da família das chenopodiaceaes.

Na Horta

É uma cultura fácil e da qual podemos desfrutar praticamente durante todo o ano, prefere a sombra ou meia sombra a sol. Se a cultura for feita ao sol esta produzirá pouca folhagem e dará semente muito rapidamente. É de crescimento rápido estando as folhas prontas a ser colhidas entre 6 a 10 semanas depois da sementeira, para termos uma produção contínua de folhas não devemos obviamente arrancar a planta pela raíz mas sim ir colhendo as folhas à medida que estas se vão desenvolvendo.

Não tende a contrair pragas, dá-se bem em quase todos os tipos de solo, preferindo no entanto solos com um pH superior a 6.5, ou seja mais alcalino do que ácido, se bem que o espinafre silvestre cresça muito bem em pinhais onde a acidez do solo é elevada.

Companheirismo

Os espinafres dão-se bem com o aipo, a batata, o feijão, o nabo, o rábano ou rabanete e o tomate. Devido ao seu teor em saponinas os espinafres beneficiam as culturas de morangos quando plantados antes destes.

É  importante fazer a rotação das culturas e ir alternando de ano a ano ou de dois em dois anos, para que o solo não se desgaste e para que umas plantas contribuam para o desenvolvimento de outras, assim onde num ano plantou espinafres no ano seguinte poderá plantar morangueiros ou tomate. A sucessão das culturas contribui ainda para uma importação de nutrientes mais equilibrada, reduz o aparecimento de pragas e contribui para um aumento de biodiversidade. Não devem no entanto suceder-se culturas da mesma família ou plantas que atraiam o mesmo tipo de pragas.

Caso o espinafre seja atacado por alguma praga, o que é raro, poderá combatê-la com bacilo thurigiensis que é inofensivo para a saúde e aceite em agricultura biológica.

Apesar do espinafre ser uma cultura sem grandes requisitos poderá sempre incorporar algum adubo orgânico ou estrume no solo. O espinafre tolera matéria orgânica não completamente decomposta.

Na Cozinha

Os espinafres podem ser consumidos crus, em saladas ou cozinhados num sem-número de pratos, não devendo no entanto serem reaquecidos pois tornam-se indigestos. Devido aos oxalatos que contém é ainda pouco recomendável a quem sofra de cálculos renais ou úricos, gota, arterite, reumatismo, dores de cabeça ou inflamação intestinal ou gástrica

Conservação

Altera-se muito rapidamente por isso se aconselha consumir pouco tempo depois da sua colheita e só lavar na altura de consumir não sendo aconselhável deixá-los em água. No frigorífico devem guardar-se apenas três a quatro dias.

FERNANDA BOTELHO nasceu em Tojeira/Sintra em agosto de 1959.
Aos 18 anos viaja para Londres onde estuda antroposofia e plantas medicinais e pedagogia Montessori.
Fez o curso de guia de jardim botânico com a Alexandra Escudeiros e gostou tanto que repetiu no ano seguinte.
Apaixonada por jardins botânicos, é frequentadora assídua de Kew gardens. Absorve o que vê, fotografando e escrevendo.
Publica anualmente desde 2010 agendas de plantas medicinais, três livros infantis “Salada de flores” “Sementes à solta” e “Hortas aromáticas”. “As plantas e a saúde, guia de remédios caseiros”. É colaboradora do programa Eco-escolas desenvolvendo projetos de plantas medicinais e hortas sustentáveis nos espaços escolares com professores e alunos.
É convidada regular da RTP 1, organiza passeios botânicos e dá workshops sobre plantas medicinais.
Blogue Malva Silvestre.

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5 Comments

  1. paulo alberto fertonani 17 de Julho de 2011

    Gostei do comentario tive uma boa base de plantio e de consumo, me interessei porque vou plantar na minha horta caseira. obrigado

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  2. Lisete Milheiriço 17 de Março de 2012

    Bom dia, vim aqui pela primeira vez e gostei muito. Sou uma agricultora principiante. Ando a fazer uma mini horta biológica na minha varanda e creio que vou conseguir obter informações úteis no vosso site. Parabéns pelo vosso trabalho e muito obrigada por tudo o que possa vir a aprender.

    Bjs da Lisete

    Responder
  3. Henrique Ferreira 15 de Maio de 2012

    Fico agradecido pelas dicas, já que, cultivei um talhão na minha horta biológica e não o fiz da forma mais correta… descurei (por ignorância) o facto de os espinafres preferirem zonas sombrias e a cultura resultou muito pequena durante os primeiros tempos. Agora, com os cuidados de rega habitual, a cultura está a melhorar e já tem ar que se veja. Já agora, será que depois de cozidos, podem ser salteados? Não há inconvenientes? Grato e muito obrigado!

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  4. Eurídice Sacramento Mariani 29 de Janeiro de 2013

    Estou encantada com a matréria sobre espinafre. Sempre tive horta, desde pequena. É paixão antiga.
    Uso o espinafre de folhas grandes para fazer sushi vegetariano e salada em cones. É uma hortaliça preciosa realmente.
    Gostaria de conhecer melhor seu trabalho. Onde posso adquirir seus livros aqui no Brasil? Grata.
    Eurídice Sacramento Mariani

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  5. maria lopes 12 de Outubro de 2013

    Adorei a pagina, gosto de cultivar legumes… é a minha terapia
    obrigado por partilhar informação

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