Campo Real – Um percurso, uma viagem
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Segunda-feira, 08 de Novembro de 2010
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Os objectivos para este jardim era que fosse fácil de manter, apropriado para cães e principalmente uma viagem, criar um percurso que não criasse barreiras visuais pois o jardim não é muito grande.
O jardim principal tem 74,25 m2, um terraço de 7,85 m2 com canteiros à volta de metade do espaço, uma varanda de 6,17 m2 da suite da moradia e um espaço amplo na entrada principal onde também se encontra a entrada para a garagem.
Um dos elementos focais deste jardim é o seu labirinto de seixos, que serve não só com um padrão interessante mas como guia de um percurso contemplativo, usado para a prática de meditação neste caso serve também para podermos apreciar o jardim de todos os ângulos, no centro deste labirinto um pequena fonte cujo som ajuda a relaxar e torna-se o foco deste percurso.
As formas orgânicas usadas nos canteiros e percursos são mais uma forma de acentuar toda a naturalidade deste jardim e a paisagem que o rodeia. Nas traseiras do jardim existe uma elevação não pertencente ao jardim mas cujo o impacto é enorme tanto no jardim como até do próprio interior da casa, por isso decidiu-se aproveitar os seus diferentes níveis não só para plantar mais arbustos como plantas no meio das pedras, e iluminado com alguns focos a energia solar.
Árvores de frutos, plantas aromáticas e alguns ciprestes que serão podados com formas orgânicas. A gravilha e pedra rústica são mais um elementos importante, também a pedras servem de guia num percurso que se vai tornando cada vez mais perfeitos e as pedras transformam-se alcançando a perfeição do círculo nos extremos do jardim.
No terraço da sala-de-estar usando as mesmas plantas que no jardim principal para fazer uma ligação directa entre os dois espaços iram ser plantados os canteiros laterais.
Na entrada principal da moradia irão ser criados dois canteiros no pavimento actual que servirão para dividir o espaço e separar a zona da garagem.
Este não é só uma espaço naturalista é também ecológico, todos os canteiros terão sistema de gota-a-gota e parte da água a ser usada será recolhida de águas das chuva.
Um exemplo que mostra que nem todos os jardins têm que ter grandes relvados para ser espaços agradáveis de se estar.
Sobre o autor
CATARINA GONÇALVES é designer de jardins, licenciada pela Universidade de Greenwich em Londres em BA Hons Garden Design. Tem vários interesses nesta área como uso de materiais inovadores, novas maneiras de interpretar o espaço exterior e designs ecológicos. Actualmente participa regularmente neste portal com artigos na área paisagística e é responsável editorial da revista Tudo Sobre Jardins. Site: Catarina GDesigns
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