{"id":15045,"date":"2015-07-19T12:22:35","date_gmt":"2015-07-19T11:22:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=15045"},"modified":"2015-07-19T12:22:35","modified_gmt":"2015-07-19T11:22:35","slug":"floresta-de-oportunidades-em-oleiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2015\/07\/19\/floresta-de-oportunidades-em-oleiros\/","title":{"rendered":"Floresta de Oportunidades em Oleiros"},"content":{"rendered":"<p>Realizou-se no passado dia 16 de julho, em Oleiros, no Audit\u00f3rio da Sociedade Filarm\u00f3nica Oleirense, o F\u00f3rum \u201cOleiros: Floresta de Oportunidades\u201d. A iniciativa do Munic\u00edpio de Oleiros e do Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e Florestas (ICNF) era aberta a toda a popula\u00e7\u00e3o e contou com a presen\u00e7a de uma centena de participantes. O encerramento desta sess\u00e3o que se revelou de elevado interesse, esteve a cargo do Secret\u00e1rio de Estado do Ordenamento do Territ\u00f3rio e da Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza, Miguel de Castro Neto.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Forum.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15046\" alt=\"Forum\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Forum.jpg\" width=\"620\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Forum.jpg 620w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Forum-300x170.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O primeiro painel, moderado por Jo\u00e3o Pinho, vice-presidente do ICNF, deu especial enfoque a alguns modelos de silvicultura. Na ocasi\u00e3o, o moderador real\u00e7ou as potencialidades da floresta de Oleiros, referindo que \u201cmuitas est\u00e3o j\u00e1 concretizadas\u201d. O dirigente referiu a import\u00e2ncia do \u00edndice de floresta per capita, abordou a dicotomia entre floresta de produ\u00e7\u00e3o e de conserva\u00e7\u00e3o e lan\u00e7ou para a mesa a reflex\u00e3o sobre o valor da floresta, \u201cnuma regi\u00e3o que se situa nas imedia\u00e7\u00f5es da bacia hidrogr\u00e1fica do Castelo de Bode, sendo respons\u00e1vel pela qualidade da \u00e1gua que abastece a regi\u00e3o da Grande Lisboa.<\/p>\n<p>A abrir as comunica\u00e7\u00f5es, Carlos Cupeto, da Universidade de \u00c9vora, numa muito apreciada exposi\u00e7\u00e3o, real\u00e7ou que \u201co valor da floresta n\u00e3o se esgota na madeira\u201d, afirmando mesmo que \u201co momento \u00e9 de grande oportunidade e Oleiros tem tudo para o aproveitar. O dif\u00edcil \u00e9 n\u00e3o o fazer\u201d. O orador deu especial enfoque \u00e0 economia verde, numa din\u00e2mica inerente aos ecossistemas que assenta na utiliza\u00e7\u00e3o eficiente dos recursos, indo \u201cmuito para al\u00e9m dos sacos de pl\u00e1stico\u201d. Este conceito circular que congrega setor florestal, turismo e educa\u00e7\u00e3o, \u201cpermite a cria\u00e7\u00e3o de novas atividades econ\u00f3micas na regi\u00e3o, o chamado \u201cup local\u201d, garantido atrav\u00e9s da considera\u00e7\u00e3o dos ativos ambientais e das potencialidades existentes e da introdu\u00e7\u00e3o de novos fatores de competitividade e da ecoinova\u00e7\u00e3o em pr\u00e1ticas empreendedoras\u201d. A fechar este primeiro painel, Maria Margarida Ribeiro, da Escola Superior Agr\u00e1ria de Castelo Branco abordou um modelo de silvicultura bastante promissor no territ\u00f3rio, numa apresenta\u00e7\u00e3o sobre a din\u00e2mica florestal do medronheiro.<\/p>\n<p>O segundo painel, moderado por Jos\u00e9 Santos Marques, presidente da Assembleia Municipal de Oleiros e representante dos munic\u00edpios portugueses no Conselho Executivo do Ano Internacional das Florestas, abriu com a interven\u00e7\u00e3o de Carlos Pinto Gomes, da Universidade de \u00c9vora, o qual revelou um impressionante conhecimento do concelho. Segundo o especialista em biof\u00edsica, \u201cOleiros \u00e9 um territ\u00f3rio de elevada originalidade, conseguida atrav\u00e9s de um solo xistoso e um bioclima marcado pela presen\u00e7a de humidade\u201d, ou o top\u00f3nimo de Oleiros n\u00e3o derivasse de \u201colhos d\u00b4\u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p>O orador alertou ainda para a necessidade de criar descontinuidades e para algumas problem\u00e1ticas como a invas\u00e3o de ex\u00f3ticas, a eros\u00e3o dos solos ou o despovoamento que leva \u00e0 suscetibilidade do territ\u00f3rio. Esta apresenta\u00e7\u00e3o debru\u00e7ou-se ainda sobre alguns bioindicadores e sobre a vegeta\u00e7\u00e3o potencial do concelho, dando destaque para a presen\u00e7a de esp\u00e9cies como o carvalho alvarinho, o medronheiro ou o azereiro, referindo que \u201ca regi\u00e3o de Oleiros tem 90% das comunidades de azereiro do mundo\u201d.<\/p>\n<p>A encerrar o \u00faltimo painel, Concei\u00e7\u00e3o Ferreira, do ICNF e representante daquela entidade no Conselho Executivo do Ano Internacional das Florestas, come\u00e7ou por distinguir as fileiras industriais (madeira, corti\u00e7a e papel) das emergentes (biomassa, resina e outros subprodutos da floresta). A oradora alertou tamb\u00e9m para as amea\u00e7as da eros\u00e3o dos solos e do avan\u00e7o de esp\u00e9cies invasoras. Concei\u00e7\u00e3o Ferreira real\u00e7ou ainda que \u201co setor florestal gera um valor econ\u00f3mico l\u00edquido de 1134 milh\u00f5es de euros\u201d e pode distinguir-se nas suas m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es: produtiva, de prote\u00e7\u00e3o, de recreio e enquadramento na paisagem, de silvopastor\u00edcia ca\u00e7a e pesca e de conserva\u00e7\u00e3o de habitats, esp\u00e9cies de fauna e flora e geomonumentos.<\/p>\n<p>Segundo a pr\u00f3pria, a \u00e1rea florestal per capita em Oleiros (cerca de 3 ha\/habitante) est\u00e1 muito acima da m\u00e9dia nacional (0,31 ha\/habitante). Nesta apresenta\u00e7\u00e3o foi ainda referido que no concelho de Oleiros existem tr\u00eas Zonas de Interven\u00e7\u00e3o Florestal (ZIF\u00b4S) delimitadas.<\/p>\n<p>Numa sess\u00e3o que abriu com a tem\u00e1tica da economia verde, a abordagem ao sequestro de Carbono n\u00e3o poderia faltar e foi referido que \u201ca floresta de Oleiros, no ano de 2010, sequestrou 258 mil toneladas de Carbono\u201d.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi referido, este F\u00f3rum foi encerrado pelo Secret\u00e1rio de Estado do Ordenamento do Territ\u00f3rio e da Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza, Miguel de Castro Neto, o qual real\u00e7ou em Oleiros que o setor florestal d\u00e1 um contributo importante ao n\u00edvel das exporta\u00e7\u00f5es. &#8220;Temos que olhar de outra forma para os recursos naturais do pa\u00eds&#8221;, afirmou, considerando que o pa\u00eds viveu muitos anos a olhar para as \u00e1reas protegidas apenas numa l\u00f3gica de conservacionismo. &#8220;Temos 46 \u00e1reas protegidas que abrangem mais de 80 concelhos do pa\u00eds, mas o turismo de natureza e cultural tem crescido a passos largos&#8221;, acrescentou. O governante disse ainda que no programa comunit\u00e1rio &#8216;Portugal 2020&#8217; existem medidas para o investimento nesse capital natural e cultural: &#8220;\u00c9 esse trabalho que temos que fazer&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizou-se no passado dia 16 de julho, em Oleiros, no Audit\u00f3rio da Sociedade Filarm\u00f3nica Oleirense, o F\u00f3rum \u201cOleiros: Floresta de Oportunidades\u201d. A iniciativa do Munic\u00edpio de Oleiros e do Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e Florestas (ICNF) era aberta a toda a popula\u00e7\u00e3o e contou com a presen\u00e7a de uma centena de participantes. 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