{"id":21760,"date":"2019-09-12T19:35:32","date_gmt":"2019-09-12T18:35:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=21760"},"modified":"2019-09-12T19:35:32","modified_gmt":"2019-09-12T18:35:32","slug":"as-minhas-flores-amaryllis-belladonna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2019\/09\/12\/as-minhas-flores-amaryllis-belladonna\/","title":{"rendered":"As minhas flores: Amaryllis belladonna"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0016-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21762\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0016-1.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0016-1.jpg 800w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0016-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0016-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a>Amaryllis belladonna L<\/em>., conhecida pelos nomes comuns de amar\u00edlis, beladona-falsa ou meninas-pra-escola, \u00e9 uma planta perene, bolbosa, da fam\u00edlia das <em>amarilid\u00e1ceas<\/em>, nativa do Cabo Ocidental, \u00c1frica do Sul, cujas vistosas flores atrombetadas aparecem sazonalmente, logo ap\u00f3s as primeiras chuvas depois da estiagem e antes das folhas. Introduzida na Europa no s\u00e9culo XVIII, a planta \u00e9 cultivada em regi\u00f5es livres de geadas intensas para fins ornamentais, geralmente em bermas de caminhos e estradas e em taludes. Tamb\u00e9m \u00e9 utilizada como planta envasada para decora\u00e7\u00e3o de interiores.<br \/>\nApresenta fortes semelhan\u00e7as com diversas esp\u00e9cies do g\u00e9nero Hippeastrum, da Am\u00e9rica tropical, cujas flores s\u00e3o comercializadas sob o nome comum de amar\u00edlis.<\/p>\n<p>Fotografia: Vasco de Melo Gon\u00e7alves<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0059.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21766\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0059.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0059.jpg 800w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0059-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0059-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a>Foi, nos A\u00e7ores, que vi pela primeira vez esta bel\u00edssima flor. A eleg\u00e2ncia, as cores e o nome \u201cmeninas-pra-escola\u201d n\u00e3o me deixaram indiferente&#8230;<br \/>\nAs imagens que aqui vos trago foram obtidas em Mafra num final de dia soalheiro. Espero que gostem!<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0043-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21765\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0043-1.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0043-1.jpg 800w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0043-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0043-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA planta desenvolve-se a partir de um bolbo arredondado, semelhante a uma cebola, de 5 a 10 cm de di\u00e2metro, revestido por escamas acastanhadas. O bolbo instala-se pr\u00f3ximo da superf\u00edcie do solo e apresenta taxa de crescimento moderada, mantendo-se ativo durante m\u00faltiplos anos. O bolbo permanece em dorm\u00eancia durante o ver\u00e3o, perdendo as folhas e escapos florais logo que se desenvolvem condi\u00e7\u00f5es de secura no solo. O bolbo \u00e9 t\u00f3xico quando ingerido por humanos devido \u00e0 presen\u00e7a de diversos alcal\u00f3ides, entre os quais licorina, o qual afeta o cora\u00e7\u00e3o, pelo que se os bolbos forem ingeridos em quantidade podem ser fatais.<br \/>\nAs folhas s\u00e3o simples, de colora\u00e7\u00e3o verde a verde-escuro, ba\u00e7as, lineares a sublanceoladas, paralelinervadas, com 30 a 50 cm de comprimento e 2 a 3 cm de largura, com desenvolvimento bas\u00edpeto, agrupadas em duas filas opostas. As folhas surgem no final do outono, ap\u00f3s o fim da estiagem, e secam no final da primavera, o que marca a entrada em dorm\u00eancia do bolbo. O bolbo permanece em dorm\u00eancia at\u00e9 \u00e0s primeiras chuvas, quebrando a lat\u00eancia com a emiss\u00e3o do escapo floral, o que precede em algumas semanas o aparecimento das folhas.<br \/>\nAs flores surgem numa infloresc\u00eancia umbeliforme instalada sobre um escapo floral com at\u00e9 60 cm de altura a partir do solo, de consist\u00eancia herb\u00e1cea, oco, liso e de cor castanho-avermelhado brilhante. Cada infloresc\u00eancia pode conter at\u00e9 9-12 flores, agrupadas em tr\u00edmeros rodeados por br\u00e1cteas, e tende a orientar-se na dire\u00e7\u00e3o em que recebe mais radia\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0031-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21764\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0031-3.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0031-3.jpg 800w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0031-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0031-3-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a>As flores t\u00eam formato de trombeta, com at\u00e9 10 cm de comprimento e corola com 8 cm de di\u00e2metro, exibindo uma alargada paleta de colora\u00e7\u00f5es que vai desde o rosa, o branco e o vermelho at\u00e9 ao lil\u00e1s ou ao alaranjado. Embora a maioria das flores apresente cores p\u00e1lidas, inicialmente tendendo para o rosa-claro, escurecem para o rosa-escuro ou vermelho com o envelhecimento. Existem cultivares com colora\u00e7\u00e3o floral mais acentuada, incluindo tons de lil\u00e1s e de alaranjado. A flor emite um odor agrad\u00e1vel, mais intenso ao anoitecer. As flores s\u00e3o hermafroditas, com os 6 estames e estilete fortemente encurvados para cima.<br \/>\nO fruto \u00e9 uma c\u00e1psula loculicida, ligeiramente carnosa, com sementes aplanadas, de colora\u00e7\u00e3o castanho-escura, sem asa.<br \/>\nA etimologia do nome gen\u00e9rico <em>Amaryllis<\/em> radica-se numa frase das \u00c9clogas de Virg\u00edlio onde \u00e9 usada a palavra grega \u03b1\u03bc\u03b1\u03c1\u03c5\u03c3\u03c3\u03c9 (latinizada como amarysso), significando &#8220;para acender&#8221;, referindo-se a uma pastora. O g\u00e9nero foi considerado monot\u00edpico, tendo como \u00fanica esp\u00e9cie a A. belladonna, at\u00e9 ser descrita a a esp\u00e9cie <em>Amaryllis paradisicola<\/em>.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0027-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21763\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0027-4.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0027-4.jpg 800w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0027-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0027-4-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a>Cultivo<\/strong><br \/>\nA forma mais comum de cultivo \u00e9 atrav\u00e9s do transplante de bolbos, o que deve ser feito na primavera, quando estes iniciam a sua fase de dorm\u00eancia. O plantio \u00e9 feito em covetas estreitas e profundas para facilitar o enraizamento. O solo ideal para o crescimento desta planta \u00e9 uma mistura de terra de jardim e solo mineralizado.<br \/>\nA cultura n\u00e3o necessita de quaisquer cuidados, podendo manter-se indefinidamente sem qualquer interven\u00e7\u00e3o humana. Contudo, em regi\u00f5es sujeitas a geadas, h\u00e1 que ter em aten\u00e7\u00e3o a sensibilidade das gemas dos bolbos \u00e0 congela\u00e7\u00e3o, pois se esta danificar a gema o bolbo degenera e morre. Nessas regi\u00f5es, para evitar os danos pelo frio, os bolbos devem ser recobertos com palhas, manta morta ou detritos vegetais.<br \/>\nA planta \u00e9 resistente \u00e0 secura, permanecendo dormente at\u00e9 a humidade no solo permitir o seu desenvolvimento. Por essa raz\u00e3o apenas necessita de rega em situa\u00e7\u00f5es de secura extrema ou quando ocorram secas outonais ou invernais ap\u00f3s chuvas que tenham quebrado a dorm\u00eancia.<br \/>\nAs necessidades de luz variam segundo a \u00e9poca do ano, mas a esp\u00e9cie prefere locais bem expostos ao sol, preferencialmente em taludes voltados para o equador ou em zonas bem drenadas e despidas de vegeta\u00e7\u00e3o de grande porte que possa causar ensombramento. Apesar disso tolera alguma sombra, embora perca vigor e reduza a flora\u00e7\u00e3o. Fonte: Wikip\u00e9dia<a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0067-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21767\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0067-2.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0067-2.jpg 800w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0067-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_0067-2-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amaryllis belladonna L., conhecida pelos nomes comuns de amar\u00edlis, beladona-falsa ou meninas-pra-escola, \u00e9 uma planta perene, bolbosa, da fam\u00edlia das amarilid\u00e1ceas, nativa do Cabo Ocidental, \u00c1frica do Sul, cujas vistosas flores atrombetadas aparecem sazonalmente, logo ap\u00f3s as primeiras chuvas depois da estiagem e antes das folhas. 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