{"id":2322,"date":"2009-03-11T10:10:39","date_gmt":"2009-03-11T09:10:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=2322"},"modified":"2009-03-08T15:12:24","modified_gmt":"2009-03-08T14:12:24","slug":"mimosas-essas-maravilhosas-criaturas-infernais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2009\/03\/11\/mimosas-essas-maravilhosas-criaturas-infernais\/","title":{"rendered":"Mimosas: Essas Maravilhosas Criaturas Infernais"},"content":{"rendered":"<p>No nosso pa\u00eds ocorrem em grande abund\u00e2ncia tr\u00eas esp\u00e9cies de ac\u00e1cias. A <em>Acacia dealbata<\/em> e a <em>Acacia pycnantha<\/em> e a <em>Acacia longifolia<\/em>. O nome comum e pelo qual s\u00e3o conhecidas \u00e9 mimosa, mas de facto s\u00e3o esp\u00e9cies diferentes. Pertencem ao mesmo g\u00e9nero &#8220;Acacia&#8221; e fazem parte da familia das fabaceae. S\u00e3o plantas origin\u00e1rias da Austr\u00e1lia e foram introduzidas no nosso pa\u00eds pelo seu incontest\u00e1vel valor ornamental. No entanto devido \u00e0 sua r\u00e1pida propaga\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia tornaram-se invasoras. Quer isto dizer que a sua planta\u00e7\u00e3o e ou propaga\u00e7\u00e3o \u00e9 proibida, mesmo em jardins particulares. Estas esp\u00e9cies ocorrem normalmente lado a lado e como a sua flora\u00e7\u00e3o \u00e9 muito id\u00eantica tendem a ser consideradas como uma \u00fanica esp\u00e9cie (mimosas). As principais diferen\u00e7as surgem nas folhas que s\u00e3o de facto diferentes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2324 alignright\" title=\"mimosas21\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/mimosas21.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/mimosas21.jpg 250w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/mimosas21-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/p>\n<p>Quando somos confrontados com esta esp\u00e9cie e porque ela aparece em todo o lado, o que fazer? Se o &#8220;ataque&#8221; n\u00e3o for muito significativo, basta-nos arrancar o mais depressa poss\u00edvel as plantas de prefer\u00eancia quando forem ainda jovens. Mas quando o ataque f\u00f4r superior, que \u00e9 o que normalmente acontece, devemos tentar eliminar rapidamente as plantas recorrendo a ajuda externa e ou procurar ajuda nos organismos do estado, pois no caso desta esp\u00e9cie quanto mais tempo deixar-mos andar menos eficaz ser\u00e1 o seu combate e mais meios ser\u00e1 necess\u00e1rio canalizar para o efectivo controle da praga.<\/p>\n<p>O seu alto valor ornamental continua a ser o principal problema da sua propaga\u00e7\u00e3o por todo o pa\u00eds. Quando vamos passear e observamos estes seres maravilhosos que come\u00e7am agora, a partir deste m\u00eas, a mostrar o seu verdadeiro esplendor (abundante flora\u00e7\u00e3o) custa a entender que o que estamos a ver est\u00e1 a por em causa uma outra flora muito importante &#8211; a aut\u00f3ctone. Sim, porque devido \u00e0s suas caracter\u00edsticas, estas esp\u00e9cies impedem o desenvolvimento de qualquer outra, tornando-se em poucos anos a esp\u00e9cie dominante e neste caso as \u00fanicas, com consequ\u00eancias enormes no que respeita \u00e0 biodiversidade.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es acerca das metodologias a aplicar para o seu controle poder\u00e3o aceder ao site: <a href=\"https:\/\/www.uc.pt\/invasoras\/\">https:\/\/www.uc.pt\/invasoras\/<\/a> ou ver um texto em <a href=\"https:\/\/www1.ci.uc.pt\/invasoras\/files\/18acacia(pycnantha).pdf\">https:\/\/www1.ci.uc.pt\/invasoras\/files\/18acacia(pycnantha).pdf<\/a> que foi compilado por Elisabete Marchante e H\u00e9lia Marchante desenvolvido no \u00e2mbito do projecto Invader (POCTI \/ BSE \/ 42335 \/ 2001)\u00a0 da Universidade de Coimbra. Agrade\u00e7o \u00e0s autoras e em especial \u00e0 amiga H\u00e9lia Marchante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o plantas origin\u00e1rias da Austr\u00e1lia e foram introduzidas no nosso pa\u00eds pelo seu incontest\u00e1vel valor ornamental. 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