{"id":24039,"date":"2021-10-29T10:05:11","date_gmt":"2021-10-29T09:05:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=24039"},"modified":"2021-10-29T10:05:11","modified_gmt":"2021-10-29T09:05:11","slug":"plantas-invasoras-conheca-o-seu-inimigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2021\/10\/29\/plantas-invasoras-conheca-o-seu-inimigo\/","title":{"rendered":"Plantas invasoras \u2013 conhe\u00e7a o seu inimigo!"},"content":{"rendered":"<p>Existe ainda muita confus\u00e3o, ignor\u00e2ncia, e pura e simplesmente um mau aconselhamento acerca das plantas invasoras, mas este \u00e9 um tema que vale a pena investigar, e \u00e9 fascinante ver como algumas plantas se aproveitaram de n\u00f3s, seres humanos, e da nossa \u00e2nsia em experimentarmos nos nossos jardins o cultivo de plantas de outros pa\u00edses. Este \u00e9 um problema particularmente dif\u00edcil nas zonas de clima mediterr\u00e2nico, constituindo a causa de muitas paisagens danificadas e da perda de grandes \u00e1reas de habitats de plantas nativas. As esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras s\u00e3o uma das principais amea\u00e7as \u00e0 biodiversidade em todo o mundo, e calcula-se que custem \u00e0 sociedade europeia mais de 12 mil milh\u00f5es de euros por ano. O n\u00famero de esp\u00e9cies em causa \u00e9 vari\u00e1vel, e aumenta todos os anos.<\/p>\n<div id=\"attachment_24042\" style=\"width: 812px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Ac\u00e1cia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-24042\" class=\"size-full wp-image-24042\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Ac\u00e1cia.jpg\" alt=\"\" width=\"802\" height=\"535\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Ac\u00e1cia.jpg 802w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Ac\u00e1cia-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Ac\u00e1cia-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 802px) 100vw, 802px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-24042\" class=\"wp-caption-text\">Ac\u00e1cia<\/p><\/div>\n<p>At\u00e9 \u00e0 data, calcula-se que mais de <strong>670 esp\u00e9cies de plantas ex\u00f3ticas tenham sido introduzidas em Portugal (continental)<\/strong>, o que corresponde aproximadamente a 18 % da flora aut\u00f3ctone. Atualmente, cerca de 80 destas esp\u00e9cies s\u00e3o consideradas invasoras ou potencialmente invasoras. A maioria das esp\u00e9cies, contudo, s\u00f3 podem ser encontradas como plantas ornamentais e em sistemas agr\u00edcolas ou florestais, e n\u00e3o demonstram, at\u00e9 agora, um comportamento invasivo. Muitas plantas geralmente cultivadas em jardins pertencem a esta categoria, e n\u00e3o s\u00e3o consideradas um problema.<\/p>\n<div id=\"attachment_24050\" style=\"width: 812px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Cortaderia_selloana.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-24050\" class=\"size-full wp-image-24050\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Cortaderia_selloana.jpg\" alt=\"\" width=\"802\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Cortaderia_selloana.jpg 802w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Cortaderia_selloana-300x208.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Cortaderia_selloana-768x531.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 802px) 100vw, 802px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-24050\" class=\"wp-caption-text\"><em>Cortaderia selloana<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>As esp\u00e9cies ex\u00f3ticas tornaram-se de tal modo familiares que podemos consider\u00e1-las como esp\u00e9cies nativas<\/strong>. \u00c9 frequente deixarmo-nos atrair pela sua beleza, e por vezes passam simplesmente despercebidas por entre tantas outras esp\u00e9cies. No entanto, algumas s\u00e3o inimigos silenciosos que est\u00e3o a invadir os ecossistemas e a amea\u00e7ar as esp\u00e9cies naturais que vivem na mesma \u00e1rea \u2013 estas s\u00e3o plantas invasoras. Temos de parar a sua dissemina\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o portuguesa (Decreto-Lei n\u00ba 565\/99), promulgada em 1999 e portanto n\u00e3o inteiramente atualizada, enumera cerca de 400 esp\u00e9cies de plantas ex\u00f3ticas introduzidas em Portugal e, destas, 30 s\u00e3o classificadas como esp\u00e9cies invasoras. Isto significa que \u00e9 ilegal disseminar, vender comercialmente ou utilizar em programas de planta\u00e7\u00e3o qualquer das 30 plantas enumeradas na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pode-se consultar aqui a lista de plantas consideradas invasoras, e cuja venda ou cultivo \u00e9 ilegal: <a href=\"https:\/\/invasoras.pt\/pt\/especies-invasoras-portugal\">https:\/\/invasoras.pt\/pt\/especies-invasoras-portugal<\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_24041\" style=\"width: 812px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca_americana_.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-24041\" class=\"size-full wp-image-24041\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca_americana_.jpg\" alt=\"\" width=\"802\" height=\"652\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca_americana_.jpg 802w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca_americana_-300x244.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca_americana_-768x624.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 802px) 100vw, 802px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-24041\" class=\"wp-caption-text\"><em>Phytolacca americana<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>O que \u00e9, ent\u00e3o, uma planta invasora?<\/strong> Trata-se de uma planta que aparentemente parece ter sido \u201cnaturalizada\u201d, mas que originariamente \u00e9 de outra regi\u00e3o do mundo. Reproduz-se livremente em grandes quantidades e numa \u00e1rea muito extensa, afastada da planta-m\u00e3e. Estas plantas podem cobrir \u00e1reas muito vastas, amea\u00e7ando a restante vegeta\u00e7\u00e3o e, por conseguinte, alterando substancialmente os ecossistemas naturais existentes.<br \/>\n<strong>Uma planta nativa \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, uma planta espont\u00e2nea e natural da regi\u00e3o que habita<\/strong>, e vivendo apenas dentro dos limites de reprodu\u00e7\u00e3o natural da planta. As \u00e1reas que se encontram mais amea\u00e7adas pelas plantas invasoras s\u00e3o principalmente as comunidades vegetais de plantas naturais fr\u00e1geis, tais como as que se encontram nas dunas e regi\u00f5es costeiras. Estas \u00e1reas s\u00e3o geralmente ricas numa diversidade de plantas adaptadas a condi\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas. Infelizmente, muitas \u00e1reas protegidas est\u00e3o a ser invadidas por plantas invasoras portadoras de semente, tais como as ac\u00e1cias e a erva-das-pampas \u2013 invasoras resistentes e est\u00e1veis que toleram as condi\u00e7\u00f5es extremas dessas \u00e1reas.<br \/>\n\u00c9 poss\u00edvel que j\u00e1 tenha algumas destas plantas invasoras no seu terreno ou no seu jardim, mas poder\u00e1 n\u00e3o se aperceber do dano causado pela distribui\u00e7\u00e3o de semente das suas plantas, uma vez que s\u00e3o disseminadas por uma \u00e1rea muito vasta. Se visitar a costa oeste algarvia poder\u00e1 ver tou\u00e7as invasoras de <strong>erva-das-pampas<\/strong> (<em>Cortaderia selloana<\/em>) junto \u00e0s estradas e no cimo das fal\u00e9sias. N\u00e3o se aproxime muito destas plantas, pois a extremidade de cada folha \u00e9 t\u00e3o cortante como uma l\u00e2mina! S\u00e3o extremamente perigosas para crian\u00e7as e animais. Um lan\u00e7a-chamas n\u00e3o conseguir\u00e1 mat\u00e1-las \u2013 ouvi dizer que algumas pessoas obtiveram algum sucesso utilizando grandes quantidades de sal, mas tal poder\u00e1 envenenar o solo por muito tempo! N\u00e3o precisar\u00e1 de ir at\u00e9 \u00e0 costa oeste para ver maus exemplos da utiliza\u00e7\u00e3o destas plantas, pois algumas empresas de paisagismo est\u00e3o a cultiv\u00e1-las na Quinta do Lago, em Vale do Lobo, nos jardins do Algarve e na berma das estradas.<br \/>\nAs bermas das estradas junto \u00e0s encostas inferiores de Monchique tamb\u00e9m est\u00e3o cobertas por \u00e1rvores da esp\u00e9cie <em><strong>Acacia dealbata<\/strong><\/em> (<strong>mimosas<\/strong>), que seguem igualmente os cursos de \u00e1gua e as ravinas h\u00famidas, uma vez que a semente foi disseminada ao longo destas vias. A paisagem encontra-se coberta pelas flores amarelas em Fevereiro\/Mar\u00e7o, mas estas \u00e1rvores formam agora uma esp\u00e9cie de monocultura que sufocou por completo a restante vegeta\u00e7\u00e3o, incluindo at\u00e9 os s\u00f3lidos e grandes canaviais de <strong>cana-comum<\/strong> (<em>Arundo donax<\/em>), que geralmente habitam essas \u00e1reas. Esta esp\u00e9cie tamb\u00e9m \u00e9 considerada invasora.<\/p>\n<div id=\"attachment_24048\" style=\"width: 812px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Carpobrotus_edulis.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-24048\" class=\"size-full wp-image-24048\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Carpobrotus_edulis.jpg\" alt=\"\" width=\"802\" height=\"602\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Carpobrotus_edulis.jpg 802w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Carpobrotus_edulis-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Carpobrotus_edulis-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 802px) 100vw, 802px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-24048\" class=\"wp-caption-text\"><em>Carpobrotus edulis<\/em><\/p><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/carpobrotus-edulis-.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24049\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/carpobrotus-edulis-.jpg\" alt=\"\" width=\"802\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/carpobrotus-edulis-.jpg 802w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/carpobrotus-edulis--300x206.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/carpobrotus-edulis--768x527.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 802px) 100vw, 802px\" \/><\/a>A equipa do <strong>projeto INVADER, do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra<\/strong>, publicou informa\u00e7\u00f5es atuais no seu site. Tal faz parte de um enorme esfor\u00e7o internacional para divulgar informa\u00e7\u00e3o de qualidade sobre este importante tema.<br \/>\nA invas\u00e3o biol\u00f3gica por esp\u00e9cies ex\u00f3ticas \u00e9 um processo que tem aumentado em Portugal e ocorre em todo o mundo, em propor\u00e7\u00f5es alarmantes. Em quest\u00e3o est\u00e1 a biodiversidade global e os servi\u00e7os ecossist\u00e9micos que sustentam a vida no nosso planeta. E, no entanto, o problema mais grave \u00e9 sermos n\u00f3s os causadores do problema, muitas vezes sem darmos conta disso. Temos de aprender a identificar estas esp\u00e9cies, de modo a compreendermos o que representam e a fazermos o poss\u00edvel para n\u00e3o agravar o problema.<\/p>\n<div id=\"attachment_24053\" style=\"width: 612px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Hakea_salicifolia-.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-24053\" class=\"size-full wp-image-24053\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Hakea_salicifolia-.jpg\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"802\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Hakea_salicifolia-.jpg 602w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Hakea_salicifolia--225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-24053\" class=\"wp-caption-text\"><em>Hakea salicifolia<\/em><\/p><\/div>\n<p>Em Portugal, muitas esp\u00e9cies que hoje se comportam como invasoras foram introduzidas no passado com finalidades que h\u00e1 muito deixaram de ser relevantes, tais como o controlo da eros\u00e3o das dunas (por ex. a <em><strong>Carpobrotus edulis<\/strong><\/em> ou chor\u00e3o), na estabiliza\u00e7\u00e3o de encostas e produ\u00e7\u00e3o de madeira (por ex. a <em><strong>Acacia dealbata<\/strong><\/em>), na produ\u00e7\u00e3o de taninos (por ex. a <em><strong>Acacia mearnsii<\/strong><\/em>) e utiliza\u00e7\u00e3o em sebes (por ex. a <em><strong>Hakea salicifolia<\/strong><\/em> &amp; <em><strong>H. sericea<\/strong><\/em>), no fabrico de corante alimentar (por ex. a <em><strong>Phytolacca americana<\/strong><\/em>), ou simplesmente para efeitos ornamentais (por ex. a <em><strong>Cortaderia selloana<\/strong><\/em> ou erva-das-pampas). Para al\u00e9m destas introdu\u00e7\u00f5es intencionais, houve outras que ocorreram acidentalmente mas com consequ\u00eancias igualmente graves.<\/p>\n<div id=\"attachment_24040\" style=\"width: 812px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca-americana-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-24040\" class=\"size-full wp-image-24040\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca-americana-1.jpg\" alt=\"\" width=\"802\" height=\"535\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca-americana-1.jpg 802w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca-americana-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Phytolacca-americana-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 802px) 100vw, 802px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-24040\" class=\"wp-caption-text\"><em>Phytolacca americana<\/em><\/p><\/div>\n<p>Os problemas causados pelas esp\u00e9cies invasoras s\u00e3o particularmente graves na medida em que estas esp\u00e9cies constituem uma amea\u00e7a que pode ser irrevers\u00edvel \u2013 por exemplo, ap\u00f3s a reprodu\u00e7\u00e3o, dispers\u00e3o e subsequente adapta\u00e7\u00e3o, o controlo torna-se problem\u00e1tico e a erradica\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil ou mesmo imposs\u00edvel em muitos casos. O Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra desenvolveu algumas estrat\u00e9gias tendo em vista o controlo e a destrui\u00e7\u00e3o de algumas esp\u00e9cies invasoras. Por exemplo, a melhor forma de controlar a <em>Acacia dealbata<\/em> n\u00e3o \u00e9 cort\u00e1-la, mas sim retirar-lhe a camada da casca exterior em redor do tronco principal at\u00e9 uma altura de cerca de 90 cm. O Centro organiza mesmo fins-de-semana especiais para que as pessoas com interesse na tem\u00e1tica participem nestas atividades, o que inclui a recolha e elimina\u00e7\u00e3o de grandes quantidades da terr\u00edvel <em>Carpobrotus edulis<\/em> no topo dos penhascos.<br \/>\nAs plantas invasoras s\u00e3o uma das in\u00fameras amea\u00e7as \u00e0 biodiversidade natural e especial de Portugal, mas todos n\u00f3s podemos participar no combate a esta amea\u00e7a. Por favor tire algum do seu tempo para se familiarizar com a lista de plantas proibidas, procure alternativas e cultive de forma sensata para o futuro bem-estar desta parte t\u00e3o especial da Europa.<br \/>\nA equipa do projeto INVADER, do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, publicou informa\u00e7\u00f5es atuais no seu site. Tal faz parte de um enorme esfor\u00e7o internacional para divulgar informa\u00e7\u00e3o de qualidade sobre este importante tema.<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ztGwlq6qgd0\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe ainda muita confus\u00e3o, ignor\u00e2ncia, e pura e simplesmente um mau aconselhamento acerca das plantas invasoras, mas este \u00e9 um tema que vale a pena investigar, e \u00e9 fascinante ver como algumas plantas se aproveitaram de n\u00f3s, seres humanos, e da nossa \u00e2nsia em experimentarmos nos nossos jardins o cultivo de plantas de outros pa\u00edses. 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