{"id":2438,"date":"2009-04-01T14:45:53","date_gmt":"2009-04-01T13:45:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=2438"},"modified":"2009-04-01T14:58:00","modified_gmt":"2009-04-01T13:58:00","slug":"desde-sempreas-rosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2009\/04\/01\/desde-sempreas-rosas\/","title":{"rendered":"Desde sempre&#8230;as rosas!"},"content":{"rendered":"<p>A forma e fragr\u00e2ncia da rosa elevaram-na a s\u00edmbolo de beleza e afecto, tornando-a a mais apreciada das flores.\u00a0As in\u00fameras aplica\u00e7\u00f5es desta esp\u00e9cie levaram a que desde sempre o homem tenha alterado as suas caracter\u00edsticas, adaptando-a a novos usos, tra\u00e7ando-lhe o destino e a entrada no gosto comum.<\/p>\n<p>Trazidas para o m\u00e9dio oriente pelos Persas h\u00e1 cerca de cinco mil anos, decoraram os jardins e pal\u00e1cios do delta do Tigre e do Eufrates. Os registos bot\u00e2nicos desta planta remontam no entanto \u00e0 antiguidade cl\u00e1ssica. Descri\u00e7\u00f5es desta planta encontram-se na Hist\u00f3ria Natural de Pl\u00ednio, que refere doze esp\u00e9cies diferentes, julgando-se actualmente que se refere a formas diversas das esp\u00e9cies de Rosa gallica var: officinalis; R. damascena, R. alba e R. centifolia. Em 77 dc., os tratados romanos de Pl\u00ednio indicam o uso de rosas na terapia de pelo menos trinta e duas doen\u00e7as distintas. As esp\u00e9cies orientais de Rosa laviegata surgem na literatura chinesa de car\u00e1cter medicinal cerca de 470 dc. Durante os s\u00e9culos XVIII e XIX \u00e9 da responsabilidade da Companhia das \u00cdndias Orientais, a introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de rosas essencialmente R. rugosa e R. laviegata em territ\u00f3rio americano.<\/p>\n<p>As rosas foram usadas pelas suas caracter\u00edsticas adstringentes e aromatizantes, quer na medicina quer na perfumaria e cosm\u00e9tica, paralelamente ao seu uso como esp\u00e9cie ornamental. O \u00f3leo de rosas obtinha-se por macera\u00e7\u00e3o das p\u00e9talas. No s\u00e9c. XVI cientistas Persas iniciaram o processo de destila\u00e7\u00e3o que originava um \u00f3leo de caracter\u00edsticas superiores. Este processo de extrac\u00e7\u00e3o exige elevadas quantidades de p\u00e9talas para produ\u00e7\u00e3o de \u00ednfimas quantidades de \u00f3leo (uma tonelada produz 300 gr. de \u00f3leo).<\/p>\n<p>A versatilidade desta esp\u00e9cie tornou-a numa das preferidas na arte da jardinagem e embora o seu uso seja conhecido desde a antiguidade \u00e9 talvez no s\u00e9c. XIX que o seu uso se alarga.<\/p>\n<p>A Imperatriz Josephine de Beauharnais (primeira mulher de Napole\u00e3o Bonaparte) com a ajuda do roseirista Andr\u00e9 Du Pont, criou uma impressionante colec\u00e7\u00e3o de rosas no Castelo de Malmaison, com cerca de 250 esp\u00e9cies. A moda do uso das rosas fica assim definitivamente associada a esta Imperatriz. \u00c9 ainda nesta \u00e9poca que se inicia a multiplica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies aumentado as possibilidades de uso como ornamental. A continuidade deste uso deve-se a Gertrude Jekyll (Pintora e Paisagista inglesa do princ\u00edpio do s\u00e9c XX) pela forma como usou a rosa em combina\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>At\u00e9 esta altura as roseiras ocupavam um local pr\u00f3prio \u2013 o roseiral. Gertrude Jekyll atribui-lhes um papel mais arquitectural, surgindo nos edif\u00edcios e estruturas constru\u00eddas nos jardins (colunas, p\u00e9rgolas, muros etc.). Esta forma de uso obrigou os produtores a criarem novas variedades capazes de \u201ctrepar\u201d. Surgiram assim as \u2018patio roses\u2019 e as rosas de cobertura de solo, bem como um maior leque de cores e formas, essencialmente as floribundas e as trepadoras.<\/p>\n<p>As viagens mar\u00edtimas contribu\u00edram enormemente para a chegada de novas plantas assim como para a vulgariza\u00e7\u00e3o da multiplica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies Deve-se em grande parte aos viajantes a difus\u00e3o desta planta por todo o mundo. A rosa deixa de ser uma planta de elite e passa a surgir em hortas, pequenos jardins e na decora\u00e7\u00e3o de casas de todos os estratos sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 foram tesouros Persas. J\u00f3ias preciosas nos jardins dos pal\u00e1cios Orientais e Europeus. Eterna fonte de inspira\u00e7\u00e3o e beleza&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3201,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,7,13],"tags":[50,131],"class_list":["post-2438","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-as-plantas","category-featured","category-ornamentais","tag-rosas","tag-roseiras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3201"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2438"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2592,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2438\/revisions\/2592"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}