{"id":25007,"date":"2023-02-01T10:45:26","date_gmt":"2023-02-01T09:45:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=25007"},"modified":"2023-02-01T10:45:26","modified_gmt":"2023-02-01T09:45:26","slug":"descoberta-nova-flora-de-angiospermicas-no-cretacico-inferior-da-regiao-de-torres-vedras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2023\/02\/01\/descoberta-nova-flora-de-angiospermicas-no-cretacico-inferior-da-regiao-de-torres-vedras\/","title":{"rendered":"Descoberta nova flora de angiosp\u00e9rmicas no Cret\u00e1cico Inferior da regi\u00e3o de Torres Vedras"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Um investigador do Centro de Ci\u00eancias do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) participou numa investiga\u00e7\u00e3o internacional que descobriu uma nova flora de angiosp\u00e9rmicas (plantas com flor), recolhida no Cret\u00e1cico Inferior de Catefica, na regi\u00e3o de Torres Vedras.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Estruturas-estaminadas-e-graos-de-polen-de-Proencistemon-portugallicus-gen.-et-sp.-nov..jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24988\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Estruturas-estaminadas-e-graos-de-polen-de-Proencistemon-portugallicus-gen.-et-sp.-nov..jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"850\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Estruturas-estaminadas-e-graos-de-polen-de-Proencistemon-portugallicus-gen.-et-sp.-nov..jpg 640w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Estruturas-estaminadas-e-graos-de-polen-de-Proencistemon-portugallicus-gen.-et-sp.-nov.-226x300.jpg 226w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Este trabalho de investiga\u00e7\u00e3o, publicado na revista FOSSIL IMPRINT, com o t\u00edtulo \u201cThe Early Cretaceous Mesofossil Flora of Catefica, Portugal: Angiosperms\u201d, pretende, essencialmente, relacionar a evolu\u00e7\u00e3o temporal da flora de angiosp\u00e9rmicas com modifica\u00e7\u00f5es estratigr\u00e1ficas, ambientais e clim\u00e1ticas tendo em vista a caracteriza\u00e7\u00e3o de paleoambientes e paleoclimas.<\/p>\n<p>De acordo com <strong>M\u00e1rio Miguel Mendes, investigador do MARE<\/strong> e coautor do estudo, \u00ab<em>os cientistas envolvidos t\u00eam tentado determinar elos de liga\u00e7\u00e3o, correlacionando os \u00f3rg\u00e3os florais preservados no registo f\u00f3ssil com as angiosp\u00e9rmicas atuais, na procura do estabelecimento de linhas evolutivas das etapas iniciais da evolu\u00e7\u00e3o do grupo<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Neste trabalho, a combina\u00e7\u00e3o da microscopia eletr\u00f3nica de varrimento (MEV) com a t\u00e9cnica n\u00e3o destrutiva de microtomografia de raios-X por radia\u00e7\u00e3o de sincrotr\u00e3o (realizada no Instituto Paul Scherrer, em Villigen, Su\u00ed\u00e7a) possibilitou a realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises detalhadas e minuciosas dos vegetais f\u00f3sseis e a identifica\u00e7\u00e3o de 67 esp\u00e9cies de angiosp\u00e9rmicas. Inclusive, foram descritos cinco novos g\u00e9neros e seis novas esp\u00e9cies para a ci\u00eancia, o que \u00e9 simplesmente extraordin\u00e1rio<\/em>\u00bb, afirma.<br \/>\n\u00ab<em>Nesta flora destaca-se a ocorr\u00eancia de estruturas estaminadas com gr\u00e3os de p\u00f3len in situ muito semelhantes aos produzidos pelos atuais g\u00e9neros Ascarina e Hedyosmum (ambos atribu\u00edveis \u00e0 fam\u00edlia Chloranthaceae). Estas estruturas masculinas foram descritas como novo g\u00e9nero e esp\u00e9cie &#8211; Proencistemon portugallicus gen. et sp. nov<\/em>\u00bb, descreve o investigador da FCTUC.<\/p>\n<p>Segundo <strong>M\u00e1rio Miguel Mendes<\/strong>, o novo g\u00e9nero <em>Proencistemon<\/em> \u00e9 dedicado a Pedro Proen\u00e7a e Cunha, professor catedr\u00e1tico do Departamento de Ci\u00eancias da Terra da FCTUC, \u00ab<em>pelos contributos de vulto que tem dado no \u00e2mbito da estratigrafia do Cret\u00e1cico portugu\u00eas<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>As angiosp\u00e9rmicas constituem cerca de 230 mil esp\u00e9cies da flora moderna e s\u00e3o essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o da vida na Terra. No entanto, ainda pouco se sabe acerca das condi\u00e7\u00f5es que ter\u00e3o presidido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o deste grupo de plantas extremamente importante que atualmente domina os ecossistemas terrestres.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Assim, na minha opini\u00e3o, os estudos da vegeta\u00e7\u00e3o cret\u00e1cica s\u00e3o absolutamente imprescind\u00edveis para o conhecimento das etapas iniciais de desenvolvimento das plantas com flor e para a caracteriza\u00e7\u00e3o dos paleoambientes e dos paleoclimas em que estas viveram. Portugal, a n\u00edvel global, \u00e9 uma regi\u00e3o que re\u00fane condi\u00e7\u00f5es excelentes para o estudo desta tem\u00e1tica<\/em>\u00bb, considera o cientista do MARE.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Neste momento estamos dedicados ao estudo de toda a flora de \u201cn\u00e3o angiosp\u00e9rmicas\u201d de Catefica, nomeadamente, fetos, con\u00edferas e plantas do grupo BEG (Bennettiales-Erdtmanithecales-Gnetales). A combina\u00e7\u00e3o de todos os resultados ir\u00e1 permitir compreender em que condi\u00e7\u00f5es se desenvolveu aquela flora<\/em>\u00bb, conclui.<\/p>\n<p>Este trabalho foi realizado em colabora\u00e7\u00e3o com investigadores da Dinamarca, Estados Unidos, Rep\u00fablica Checa e Su\u00e9cia, tendo recebido financiamento do Swedish Research Council, da United States National Science Foundation, da Czech Grant Agency, assim como do MARE\/ARNET da Universidade de Coimbra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um investigador do Centro de Ci\u00eancias do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) participou numa investiga\u00e7\u00e3o internacional que descobriu uma nova flora de angiosp\u00e9rmicas (plantas com flor), recolhida no Cret\u00e1cico Inferior de Catefica, na regi\u00e3o de Torres Vedras. Este trabalho de investiga\u00e7\u00e3o, publicado na revista [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1872,"featured_media":24987,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-25007","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-as-plantas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25007","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1872"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25007"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25007\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25008,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25007\/revisions\/25008"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24987"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}