{"id":25009,"date":"2023-02-01T10:49:43","date_gmt":"2023-02-01T09:49:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=25009"},"modified":"2023-02-01T10:49:43","modified_gmt":"2023-02-01T09:49:43","slug":"estudo-sugere-que-estacao-de-crescimento-mais-longa-nao-implica-maior-desenvolvimento-das-arvores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2023\/02\/01\/estudo-sugere-que-estacao-de-crescimento-mais-longa-nao-implica-maior-desenvolvimento-das-arvores\/","title":{"rendered":"Estudo sugere que esta\u00e7\u00e3o de crescimento mais longa n\u00e3o implica maior desenvolvimento das \u00e1rvores"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Um estudo, em que participa o Departamento de Ci\u00eancias da Vida (DCV) da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), sugere que as esta\u00e7\u00f5es de crescimento mais longas n\u00e3o implicam necessariamente a forma\u00e7\u00e3o de an\u00e9is de crescimento mais largos.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/tree_rings_pinus-aneis-de-crescimento.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24993\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/tree_rings_pinus-aneis-de-crescimento.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/tree_rings_pinus-aneis-de-crescimento.jpg 850w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/tree_rings_pinus-aneis-de-crescimento-300x117.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/tree_rings_pinus-aneis-de-crescimento-768x300.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a>A investiga\u00e7\u00e3o, que pretendeu testar de que forma \u00e9 que a varia\u00e7\u00e3o da dura\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o de crescimento condiciona o desenvolvimento das \u00e1rvores, foi publicado na revista Agricultural and Forest Meteorology, com o t\u00edtulo \u201cDecoupled leaf-wood phenology in two pine species from contrasting climates: Longer growing seasons do not mean more radial growth\u201d.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Com o aumento da temperatura m\u00e9dia global, s\u00e3o esperadas esta\u00e7\u00f5es de crescimento mais longas. No entanto, o aumento da dura\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o de crescimento pode n\u00e3o significar um aumento da produ\u00e7\u00e3o de madeira. Por exemplo, a seca estival pode neutralizar o potencial efeito positivo de uma esta\u00e7\u00e3o de crescimento mais longa, limitando o crescimento e a produtividade florestal<\/em>\u00bb, come\u00e7a por explicar <strong>Filipe Campelo, investigador do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra<\/strong>, e coautor do estudo.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Por outro lado, desconhece-se como a fenologia das \u00e1rvores, em particular a data de aparecimento e queda das folhas, afeta o crescimento, a fixa\u00e7\u00e3o de carbono e consequentemente a mitiga\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas pelas florestas<\/em>\u00bb, revela o investigador da FCTUC<\/p>\n<p>Segundo as conclus\u00f5es do estudo, as folhas surgiram primeiro no pinheiro-de-alepo (in\u00edcio de mar\u00e7o) do que no pinheiro-silvestre (meados de maio). \u00ab<em>Os resultados demonstraram que a forma\u00e7\u00e3o da madeira est\u00e1 dissociada da fenologia das folhas e uma esta\u00e7\u00e3o de crescimento mais longa nem sempre resulta num aumento do crescimento radial nem na fixa\u00e7\u00e3o de mais carbono<\/em>\u00bb afirma Filipe Campelo.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Este estudo sugere ainda que a estimativa da quantidade de carbono sequestrado anualmente pelas florestas deve ter em considera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da dura\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o de crescimento, a varia\u00e7\u00e3o intra-anual das taxas de forma\u00e7\u00e3o da madeira. Este ponto \u00e9 crucial para uma melhor compreens\u00e3o do ciclo global do carbono e avalia\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o das florestas para a regula\u00e7\u00e3o do di\u00f3xido de carbono na atmosfera<\/em>\u00bb, salienta o coautor.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar estes resultados, foi testada a rela\u00e7\u00e3o entre a dura\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o de crescimento e o crescimento atrav\u00e9s da compara\u00e7\u00e3o de dados fenol\u00f3gicos das folhas e das datas de in\u00edcio e fim da forma\u00e7\u00e3o da madeira simuladas por modelos de forma\u00e7\u00e3o da madeira. Assim, foram analisadas s\u00e9ries temporais com as datas de emerg\u00eancia e queda das folhas, bem como s\u00e9ries temporais do tamanho dos an\u00e9is de crescimento, em duas esp\u00e9cies de pinheiro sob condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas contrastantes, nomeadamente o pinheiro-de-alepo (Pinus halepensis), num s\u00edtio mediterr\u00e2nico em Espanha, e o pinheiro-silvestre (<em>Pinus sylvestris<\/em>), num s\u00edtio boreal na R\u00fassia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo, em que participa o Departamento de Ci\u00eancias da Vida (DCV) da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), sugere que as esta\u00e7\u00f5es de crescimento mais longas n\u00e3o implicam necessariamente a forma\u00e7\u00e3o de an\u00e9is de crescimento mais largos. 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