{"id":26018,"date":"2024-10-09T10:24:48","date_gmt":"2024-10-09T09:24:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=26018"},"modified":"2024-10-09T10:30:20","modified_gmt":"2024-10-09T09:30:20","slug":"estudo-da-nature-mostra-que-plantas-em-zonas-secas-adotam-estrategias-de-adaptacao-diferentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2024\/10\/09\/estudo-da-nature-mostra-que-plantas-em-zonas-secas-adotam-estrategias-de-adaptacao-diferentes\/","title":{"rendered":"Estudo da Nature mostra que plantas em zonas secas adotam estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o diferentes"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Um estudo internacional em que participam Alexandra Rodr\u00edguez, Helena Castro e Jorge Dur\u00e1n, investigadores do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), mostra que as plantas em zonas secas adotam muitas estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o diferentes e que, surpreendentemente, essa diversidade aumenta com os n\u00edveis de aridez.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Zona-seca-estudada-durante-a-investigacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26013\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Zona-seca-estudada-durante-a-investigacao.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"510\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Zona-seca-estudada-durante-a-investigacao.jpg 850w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Zona-seca-estudada-durante-a-investigacao-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Zona-seca-estudada-durante-a-investigacao-768x461.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a>Acabado de publicar na prestigiada Nature, este estudo envolveu 120 cientistas de 27 pa\u00edses com o objetivo de entender como as plantas encontradas em terras \u00e1ridas se adaptaram a esses habitats extremos. Durante oito anos, os cientistas recolheram amostras de v\u00e1rias centenas de parcelas de terras \u00e1ridas selecionadas em seis continentes.<\/p>\n<p>De acordo com <strong>Helena Castro<\/strong> \u00ab<em>o isolamento dessas plantas em zonas mais \u00e1ridas parece ter reduzido a competi\u00e7\u00e3o entre as esp\u00e9cies, permitindo que elas expressem uma diversidade de formas e fun\u00e7\u00f5es que \u00e9 globalmente \u00fanica, exibindo o dobro da diversidade encontrada em zonas mais temperadas<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Este estudo lan\u00e7a uma nova luz sobre a nossa compreens\u00e3o da arquitetura vegetal, adapta\u00e7\u00e3o vegetal a habitats extremos, coloniza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de plantas em ambientes terrestres e a capacidade das plantas de responder \u00e0s mudan\u00e7as globais atuais<\/em>\u00bb, considera a<strong> Alexandra Rodr\u00edguez<\/strong>.<\/p>\n<p>Os cientistas recolheram e processaram amostras de 301 esp\u00e9cies de plantas encontradas em 326 parcelas representativas de todos os continentes (exceto a Ant\u00e1rtida) para caracterizar a diversidade funcional das zonas, gerando um total de 1347 conjuntos completos de observa\u00e7\u00f5es de caracter\u00edsticas para an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Inicialmente, pensava-se que a aridez reduziria a diversidade de plantas por meio de sele\u00e7\u00e3o, deixando apenas as esp\u00e9cies capazes de tolerar extrema escassez de \u00e1gua e stress por calor. No entanto, os especialistas descobriram que nas zonas mais secas do planeta as plantas exibem uma ampla gama de estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Por exemplo, algumas plantas desenvolveram altos n\u00edveis de c\u00e1lcio, fortalecendo as paredes celulares como prote\u00e7\u00e3o contra a desseca\u00e7\u00e3o. Outras cont\u00eam altas concentra\u00e7\u00f5es de sal, reduzindo a transpira\u00e7\u00e3o. Embora sejam observadas menos esp\u00e9cies em escala local comparativamente a outras regi\u00f5es do planeta, as plantas em zonas \u00e1ridas exibem uma extraordin\u00e1ria diversidade de formas, tamanhos e funcionamento<\/em>\u00bb, garante <strong>Jorge Dur\u00e1n<\/strong>.<\/p>\n<p>Esse aumento na diversidade de caracter\u00edsticas ocorre abruptamente no ponto em que a quantidade de chuva diminui do limite anual de 400 mm. Este \u00e9 tamb\u00e9m o limite para um decl\u00ednio pronunciado na cobertura vegetal e o surgimento de grandes \u00e1reas de solo descoberto. Para explicar esse fen\u00f3meno, os autores do estudo sugerem que a perda da cobertura vegetal leva \u00e0 s\u00edndrome da solid\u00e3o vegetal, na qual o aumento do isolamento e a redu\u00e7\u00e3o da competi\u00e7\u00e3o por recursos produzem altos graus de singularidade de caracter\u00edsticas e diversidade funcional que s\u00e3o globalmente excecionais.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Este estudo revela a import\u00e2ncia das terras secas como um reservat\u00f3rio global de diversidade funcional das plantas, fornecendo uma nova lente atrav\u00e9s da qual podemos ver a arquitetura vegetal, a adapta\u00e7\u00e3o das plantas a habitats extremos, a coloniza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de plantas em ambientes terrestres e a capacidade das plantas de responder \u00e0s mudan\u00e7as globais atuais<\/em>\u00bb, concluem os especialistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo internacional em que participam Alexandra Rodr\u00edguez, Helena Castro e Jorge Dur\u00e1n, investigadores do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), mostra que as plantas em zonas secas adotam muitas estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o diferentes e que, surpreendentemente, essa diversidade aumenta com os n\u00edveis de aridez. 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