{"id":26515,"date":"2025-11-21T13:27:04","date_gmt":"2025-11-21T12:27:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=26515"},"modified":"2025-11-21T13:27:04","modified_gmt":"2025-11-21T12:27:04","slug":"os-espacos-verdes-urbanos-continuam-a-diminuir-a-nivel-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2025\/11\/21\/os-espacos-verdes-urbanos-continuam-a-diminuir-a-nivel-global\/","title":{"rendered":"Os Espa\u00e7os Verdes Urbanos continuam a diminuir a n\u00edvel global"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>O Grupo Husqvarna apresentou, na passada semana, o Relat\u00f3rio Urban Green Space Insights (HUGSI) 2025, que utiliza IA e dados de sat\u00e9lite para medir os espa\u00e7os verdes nas cidades em todo o mundo. O relat\u00f3rio revela que as 516 cidades analisadas perderam \u00e1reas verdes equivalentes a quase o tamanho de Paris. Em contraste, a regi\u00e3o n\u00f3rdica destaca-se como um centro verde, acolhendo algumas das cidades mais verdes do mundo.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_6119.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26509\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_6119.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"567\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_6119.jpg 850w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_6119-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/DSC_6119-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a>Desde 2019, o HUGSI do Grupo Husqvarna tem fornecido dados objetivos sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os verdes urbanos. As ferramentas do HUGSI s\u00e3o utilizadas em investiga\u00e7\u00e3o internacional e servem de base para decis\u00f5es de planeamento urbano. Este ano, um total de 516 cidades em 80 pa\u00edses de seis continentes foram analisadas no dia mais verde de cada cidade, oferecendo informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre como a vegeta\u00e7\u00e3o urbana tem evolu\u00eddo ao longo do tempo.<\/p>\n<p>As cidades analisadas variam desde localidades com 5.000 habitantes nos Pa\u00edses Baixos at\u00e9 megacidades como Chongqing, na China, com mais de 30 milh\u00f5es de habitantes. A cobertura verde m\u00e9dia varia entre 25% no Sul e Oeste Asi\u00e1tico e 46% na Europa. Por exemplo, Riade (Ar\u00e1bia Saudita) tem apenas 1% de cobertura verde, enquanto v\u00e1rias cidades europeias apresentam mais de 60% de \u00e1rea verde.<\/p>\n<p>\u201c<em>\u00c0 medida que a urbaniza\u00e7\u00e3o acelera, compreender como os espa\u00e7os verdes se alteram \u00e9 essencial para criar cidades sustent\u00e1veis e habit\u00e1veis. O desenvolvimento ativo da vegeta\u00e7\u00e3o urbana deve ser sempre uma prioridade no planeamento das infraestruturas p\u00fablicas<\/em>\u201d, afirma <strong>Erik Swan<\/strong>, especialista em espa\u00e7os verdes e gestor de projeto do HUGSI no Grupo Husqvarna.<\/p>\n<p><strong>Tend\u00eancia Global: Perda de espa\u00e7o verde equivalente a Paris<\/strong><br \/>\nEntre 2023 e 2024, as cidades analisadas registaram uma perda de 95 milh\u00f5es de m\u00b2 de espa\u00e7o verde \u2013 quase o tamanho de Paris \u2013 sobretudo devido a atividades humanas como constru\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o urbana. Entre as cidades analisadas, 73% apresentam uma evolu\u00e7\u00e3o negativa. Pelo lado positivo, foram adicionados 45 milh\u00f5es de m\u00b2 de novos ou melhorados espa\u00e7os verdes, sobretudo atrav\u00e9s da expans\u00e3o de \u00e1reas relvadas, provavelmente impulsionada por condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas e outros fatores passivos, mais do que por esfor\u00e7os ativos de arboriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As cidades do Hemisf\u00e9rio Norte t\u00eam, em geral, mais espa\u00e7o verde do que as do Hemisf\u00e9rio Sul. A Europa mant\u00e9m a maior propor\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de vegeta\u00e7\u00e3o urbana, com 46%. Apesar disso, a varia\u00e7\u00e3o l\u00edquida nas 418 cidades europeias \u00e9 negativa: 17 milh\u00f5es de m\u00b2 ganhos face a mais de 30 milh\u00f5es de m\u00b2 perdidos, resultando numa perda l\u00edquida de 13,3 milh\u00f5es de m\u00b2 \u2013 equivalente a mais de 1.800 campos de futebol. Entre as cidades europeias, Aarhus (Dinamarca), Sunderland (Reino Unido) e Chisinau (Mold\u00e1via) apresentam aumentos significativos. Vilnius volta a liderar a lista das capitais europeias, com 61% de \u00e1rea verde, 226 m\u00b2 per capita e 47% de cobertura arb\u00f3rea.<\/p>\n<p><strong>Regi\u00e3o N\u00f3rdica: Um l\u00edder verde global<\/strong><br \/>\nAs cidades n\u00f3rdicas destacam-se com uma impressionante quota de 49% de espa\u00e7o verde urbano (em compara\u00e7\u00e3o com os 46% da Europa), significando que quase metade da \u00e1rea urbana das 40 maiores cidades n\u00f3rdicas \u00e9 coberta por vegeta\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e1rvores, relva e arbustos. A regi\u00e3o apresenta tamb\u00e9m uma perda de espa\u00e7o verde inferior \u00e0 m\u00e9dia europeia, com uma diminui\u00e7\u00e3o l\u00edquida de 385.000 m\u00b2. Vejle, na Dinamarca, \u00e9 a cidade mais verde da regi\u00e3o n\u00f3rdica (58% de espa\u00e7o verde), seguida por Uppsala e Link\u00f6ping, na Su\u00e9cia. Aarhus lidera a Europa em varia\u00e7\u00e3o positiva l\u00edquida, acrescentando quase 1,2 milh\u00f5es de m\u00b2 de vegeta\u00e7\u00e3o. Os pa\u00edses n\u00f3rdicos destacam-se ainda globalmente com uma cobertura arb\u00f3rea urbana m\u00e9dia de 35%. A Finl\u00e2ndia ocupa o primeiro lugar com 44%, enquanto a Dinamarca tem menos \u00e1rvores urbanas (24%), mas algumas das cidades mais verdes no geral, com 48% de espa\u00e7o verde.<\/p>\n<p>\u201c<em>Os espa\u00e7os verdes s\u00e3o os pulm\u00f5es da cidade. As \u00e1rvores desempenham um papel vital nos ambientes urbanos \u2013 reduzem as temperaturas atrav\u00e9s da sombra, melhoram a qualidade do ar, apoiam a biodiversidade e contribuem para o bem-estar mental e f\u00edsico dos habitantes<\/em>\u201d, acrescenta <strong>Erik Swan<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Factos-Chave do HUGSI 2025<\/strong><\/p>\n<p>M\u00e9dia de espa\u00e7o verde urbano por regi\u00e3o:<br \/>\n* Europa: 46%<br \/>\n* Pa\u00edses N\u00f3rdicos: 49%<br \/>\n* \u00c1sia Central e de Leste: 39%<br \/>\n* Am\u00e9rica do Norte: 37%<br \/>\n* \u00c1frica: 30%<br \/>\n* Am\u00e9rica Latina: 29%<br \/>\n* Leste e Sudeste Asi\u00e1tico e Oce\u00e2nia: 27%<br \/>\n* Sul e Oeste Asi\u00e1tico: 25%<\/p>\n<p>Perda de espa\u00e7o verde:<br \/>\n* Globalmente: 95 milh\u00f5es m\u00b2<br \/>\n* Europa: 13,3 milh\u00f5es m\u00b2<br \/>\n* Pa\u00edses N\u00f3rdicos: 385.000 m\u00b2<\/p>\n<p>Cobertura arb\u00f3rea nas cidades n\u00f3rdicas (m\u00e9dia de 35%):<br \/>\n* Finl\u00e2ndia: 44%<br \/>\n* Su\u00e9cia: 36%<br \/>\n* Noruega: 33%<br \/>\n* Dinamarca: 24%<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Grupo Husqvarna apresentou, na passada semana, o Relat\u00f3rio Urban Green Space Insights (HUGSI) 2025, que utiliza IA e dados de sat\u00e9lite para medir os espa\u00e7os verdes nas cidades em todo o mundo. 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