{"id":2801,"date":"2009-05-01T10:30:31","date_gmt":"2009-05-01T09:30:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=2801"},"modified":"2009-05-21T13:33:32","modified_gmt":"2009-05-21T12:33:32","slug":"hibisco-viajante-oriental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2009\/05\/01\/hibisco-viajante-oriental\/","title":{"rendered":"Hibisco, viajante Oriental"},"content":{"rendered":"<p>A flora\u00e7\u00e3o do hibisco iniciar-se-\u00e1 em breve. Esta flor largamente utilizada como ornamental nos nossos jardins, tem uma longa hist\u00f3ria julgando-se ter a sua origem na \u00c1sia tropical, embora seja desconhecida em estado natural.<\/p>\n<p>A maior parte das esp\u00e9cies de hibiscos surgem como variantes do <em>Hibiscus rosa-sinensis. <\/em>Ross Gast\u00a0[1] tra\u00e7a o trajecto desta esp\u00e9cie e a sua hibrida\u00e7\u00e3o com outras que resultou na enorme variedade de cultivares actualmente dispon\u00edveis. A estacaria foi o m\u00e9todo de propaga\u00e7\u00e3o mais utilizado na dispers\u00e3o das in\u00fameras variedades.<\/p>\n<p>Os povos que habitam a polin\u00e9sia dever\u00e3o ter emigrado da \u00cdndia e ter\u00e3o sido os respons\u00e1veis pelo transporte das esp\u00e9cies de hibiscos atrav\u00e9s da China at\u00e9 ao Pac\u00edfico. Devido ao seu r\u00e1pido crescimento, flora\u00e7\u00e3o e diversidade de cores e formas, a sua aplica\u00e7\u00e3o como ornamental tornou-se \u00f3bvia. Pensa-se que ter\u00e1 sido a China a exportar esta esp\u00e9cie para a Europa. A primeira forma de hibisco descrita e ilustrada na Europa deve-se a Van Reede, em 1678, representando um <em>Hibisco rosa-sinensis<\/em>, vermelho de flor dobrada. Posteriormente, outras formas de hibisco s\u00e3o introduzidas por Philip Miller, curador do Chelsea Physic Garden em Londres, por volta de 1731 sob o nome de <em>H. javanica<\/em>, reportando a sua origem a Java. Cook e outros exploradores encontraram o hibisco vermelho (dobrado) em diversos arquip\u00e9lagos do Pac\u00edfico, onde j\u00e1 se encontrava bastante vulgarizado.<\/p>\n<p>A forma singela permanece como flor nacional da Mal\u00e1sia e do Estado do Havai.<\/p>\n<p>Na Polin\u00e9sia o hibisco era considerado sagrado, atribuindo-se poderes m\u00e1gicos. Um antigo mito conta que uma jovem mulher a quem a beleza foi destru\u00edda por uma feiticeira, recupera a sua beleza ingerindo suco de hibisco. No Taiti a flor do hibisco \u00e9 utilizada pelas jovens como sinal, sendo usada sobre o ouvido direito se a pessoa em causa procura companheiro ou sobre a esquerda se j\u00e1 o encontrou.<\/p>\n<p>No Havai o interesse por esta esp\u00e9cie \u00e9 enorme na viragem do s\u00e9culo XX sendo nessa \u00e9poca que o hibisco comum (vermelho) \u00e9 cruzado com uma esp\u00e9cie nativa de <em>H. schizopetalu<\/em>s produzindo variedades espectaculares. Em 1914 uma exposi\u00e7\u00e3o de flores apresenta 400 formas distintas e nos anos seguintes este n\u00famero aumenta para os milhares.<\/p>\n<p>Viajando atrav\u00e9s do Pac\u00edfico vulgarizou-se na Austr\u00e1lia, local onde as primeiras esp\u00e9cies introduzidas por volta de 1800, ainda hoje s\u00e3o comercializadas.<\/p>\n<p>O interesse por esta esp\u00e9cie foi sendo ao longo do \u00faltimo s\u00e9culo expandido, sobretudo no hemisf\u00e9rio sul. Na nossa latitude esta esp\u00e9cie encontra-se especialmente bem adaptada nas regi\u00f5es temperadas do sul da Europa. O seu longo per\u00edodo de flora\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0 fase de maior crescimento da planta, podendo ocorrer desde meados da Primavera at\u00e9 finais do Ver\u00e3o, prolongando-se pelo Outono caso n\u00e3o ocorra diminui\u00e7\u00e3o brusca da temperatura.<\/p>\n<p>Apesar de ser uma esp\u00e9cie vulgarizada \u00e9 frequente encontrarmos exemplares mal conformados ou com car\u00eancias de v\u00e1ria ordem, pelo que importa ter em conta algumas regras de planta\u00e7\u00e3o, que em muito contribuem para o seu sucesso.<\/p>\n<p>Antes de mais, a escolha do local de planta\u00e7\u00e3o protegido do vento \u00e9 particularmente importante uma vez que esta planta tolera mal ventos intensos, especialmente quando a temperatura desce abaixo de 1\u00ba C. Um local com sol pleno \u00e9 fundamental para a flora\u00e7\u00e3o, assim como a disponibilidade de pot\u00e1ssio. A correc\u00e7\u00e3o deste elemento no solo dever\u00e1 ser feita caso uma an\u00e1lise de solo revele a sua car\u00eancia.<\/p>\n<p>Relativamente ao solo, o hibisco necessita de solos ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica, bem drenados e com pH entre 6 e 7. A rega \u00e9 essencial durante os meses quentes podendo ser feita com intervalos de tr\u00eas dias a uma semana, dependendo da capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua do solo. Para obter um crescimento vigoroso, e sendo o hibisco uma esp\u00e9cie exigente, deve ter-se em conta a competi\u00e7\u00e3o com outras plantas (da mesma esp\u00e9cie ou outras) recomendando-se por essa raz\u00e3o um afastamento entre plantas de cerca de 1,2 metros numa planta\u00e7\u00e3o em maci\u00e7o ou no m\u00ednimo 1 metro para planta\u00e7\u00e3o em sebe. Esta dist\u00e2ncia entre plantas permite um bom arejamento, essencial no controlo de pragas e doen\u00e7as, permitindo ainda uma boa entrada de luz, fundamental ao desenvolvimento e flora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Muito mais se poderia contar sobre esta esp\u00e9cie, mas nada como experimentar e apreciar.<\/p>\n<p>[1]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Autor de <em>Hibiscus Around de World- Letters to J.W Staniford (1963-67) from Ross H. Gast<\/em>, American Hibiscus Society, 1980<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do cora\u00e7\u00e3o da mitologia da Polin\u00e9sia para os nossos jardins, acompanhe o <\/p>\n","protected":false},"author":3201,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,13,5],"tags":[142,217],"class_list":["post-2801","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-as-plantas","category-ornamentais","category-artigos","tag-plantas-ornamentais","tag-plantas-tropicais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3201"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2801"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2801\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3079,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2801\/revisions\/3079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}