{"id":3092,"date":"2009-06-08T16:43:25","date_gmt":"2009-06-08T15:43:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=3092"},"modified":"2009-06-08T16:43:25","modified_gmt":"2009-06-08T15:43:25","slug":"espargos-na-horta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2009\/06\/08\/espargos-na-horta\/","title":{"rendered":"Espargos na Horta"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Como preparar uma espargueira em sua casa<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/h2>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O espargo (<em>Asparagus officinalis<\/em> L.) \u00e9 uma planta vivaz rizomatosa que produz rebentos carnudos e comest\u00edveis, denominados turi\u00f5es, usualmente durante 7 a 8 anos. Existem espargos brancos, verdes, violetas e violetas\/verdes, sendo os dois primeiros os mais comuns, e que podem ser utilizados em fresco, congelados ou em conserva. \u00c9 uma hortali\u00e7a rica em fibra, \u00e1cido f\u00f3lico, vitamina C e pot\u00e1ssio e pobre em calorias, n\u00e3o contendo gordura nem colesterol. A textura dos espargos \u00e9 definida com base no seu teor de fibras, sendo um espargo demasiado fibroso pouco apreciado pelo consumidor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Existem plantas femininas e plantas masculinas. As primeiras podem espigar e dar semente, o que \u00e9 contraproducente, j\u00e1 que n\u00e3o se pode aproveitar o turi\u00e3o e as jovens plantas que prov\u00eam de semente n\u00e3o t\u00eam interesse hort\u00edcola. Se poss\u00edvel deve adquirir plantas h\u00edbridas e masculinas. Ter\u00e1 mais sucesso se plantar coroas (conjunto de ra\u00edzes e rizoma &#8211; daqui saem os rebentos ou turi\u00f5es) com 1 ano de idade em vez de experimentar semear ou transplantar pl\u00e2ntulas com 10 a 12 semanas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><strong>Escolha do local, planta\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Seleccione um local onde nunca tenha plantado espargos para reduzir a possibilidade de contamina\u00e7\u00e3o por fungos do solo, em especial <em>Fusarium<\/em>, que enfraquece e mata a planta, e para evitar a exist\u00eancia de subst\u00e2ncias libertadas pelos espargos velhos (alelop\u00e1ticas) que dificultam o crescimento das novas plantas. Aguarde pelo menos quatro anos antes de efectuar uma replanta\u00e7\u00e3o. O terreno deve estar limpo de infestantes (ervas daninhas) sob pena de estas sufocarem os espargos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Estrume com anteced\u00eancia, adube e fa\u00e7a um camalh\u00e3o abaixo do n\u00edvel do solo (abra um buraco com 20 cm de profundidade e alteie 5 cm o seu interior &#8211; a vala adquire a forma de um W). Coloque as coroas na vala espa\u00e7adas entre si 20 a 30 cm e afaste as valas 1,5 m. Cubra as coroas com 5 cm de terra.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O espargo deve ser instalado em solos profundos, bem drenados, com boa percentagem de areia. O pH do solo deve situar-se entre 6,2 e 6,7. Os nutrientes f\u00f3sforo (P) e pot\u00e1ssio (K) t\u00eam de ser incorporados no solo antes da planta\u00e7\u00e3o, pois de outro modo, como s\u00e3o pouco m\u00f3veis n\u00e3o ir\u00e3o chegar \u00e0s ra\u00edzes para serem absorvidos. Deve-se tamb\u00e9m aplicar azoto (N) na forma amoniacal e n\u00edtrica. Num solo que n\u00e3o foi analisado pode aplicar cerca de 200 g do adubo 5-10-10 (N-P-K) por m<sup>2<\/sup> de vala ou um 10-52-17. Em cada Primavera (Mar\u00e7o), e antes da emiss\u00e3o dos turi\u00f5es, deve adubar a planta com azoto e outros nutrientes (se necess\u00e1rio use novamente um 5-10-10) e n\u00e3o se esque\u00e7a de adubar ap\u00f3s a colheita (Maio\/Junho) para a planta repor as reservas que foram consumidas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O espargo necessita de um per\u00edodo de repouso vegetativo (90 dias) para produzir com sucesso os turi\u00f5es. Nas condi\u00e7\u00f5es de Portugal esse repouso ocorre durante o Inverno. Na Primavera a emiss\u00e3o de turi\u00f5es d\u00e1-se com temperaturas ao redor dos 12 \u00baC. Neste per\u00edodo se a temperatura for muito baixa ocorre queima ou descolora\u00e7\u00e3o dos espargos (verdes). Pelo contr\u00e1rio, se a temperatura rondar os 25 \u00baC, aliada a seca, aumenta o n\u00famero de turi\u00f5es espigados. Durante o desenvolvimento vegetativo a temperatura dever\u00e1 situar-se entre os 18 \u00baC e os 25\u00baC.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 de evitar o excesso de \u00e1gua durante todo o ano para n\u00e3o ocorrer asfixia das ra\u00edzes. Durante a colheita deve-se fornecer apenas a \u00e1gua necess\u00e1ria \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos turi\u00f5es (o solo deve manter-se h\u00famido). No Ver\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio regar pois a planta est\u00e1 activa e est\u00e1 a armazenar nutrientes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Proteja as plantas dos insectos (af\u00eddeos, lagartas, moscas), das doen\u00e7as (ferrugem, fusariose, podrid\u00f5es) e das infestantes mais comuns, consultando um especialista.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><strong>Colheita e conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o colha rebentos no ano da planta\u00e7\u00e3o (1\u00ba) e no ano seguinte (2\u00ba) pode colher durante 2 ou 3 semanas (um m\u00e1ximo de 8 turi\u00f5es por planta). Um excesso de colheita enfraquece a planta! A partir do terceiro ano a colheita estende-se por 6 a 8 semanas. Na Primavera escolha os turi\u00f5es jovens, grossos, pouco fibrosos (doutro modo tornam-se amargos), que t\u00eam cerca de 20-25 cm e corte-os pela base com a ajuda de uma faca ou navalha. Os espargos devem ser direitos, firmes, tenros e apresentar brilho.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a colheita lave e arrefe\u00e7a os espargos rapidamente. Os espargos devem ser conservados no frio a temperatura entre 0 \u00baC e 2 \u00baC e com a base embrulhada em papel humedecido em \u00e1gua. Se os espargos murcharem ligeiramente pode voltar a dar-lhes turgidez mergulhando-os em \u00e1gua fria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para comercializa\u00e7\u00e3o de espargos apresentados ao consumidor no estado fresco deve-se consultar as normas de qualidade dadas pelo Regulamento (CE) N.\u00ba 2377\/1999 (Jornal Oficial L 287 de 10.11.1999, p. 6-11), alterado pelo Regulamento (CE) N\u00ba 46\/2003 (JO L 7 11.1.2003, p.61) e pelo Regulamento (CE) N\u00ba 907\/2004 (JO L 163 30.4.2004, p.50).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<p>https:\/\/www.dalmeida.com\/poscolheita\/produtos\/espargos.htm &#8211; Alfredo A. C. Aires (2000). Espargos frescos &#8211; Aspectos da sua fisiologia de p\u00f3s-colheita.<\/p>\n<p>https:\/\/ohioline.osu.edu\/b826\/b826_3.html &#8211; Asparagus Production Management and Marketing, Ohio State University Extension, Horticulture and Crop Sciences, Bulletin 826<\/p>\n<p>https:\/\/www.ces.ncsu.edu\/depts\/hort\/hil\/hil-2-a.html &#8211; Douglas C. Sanders (2001). Commercial Asparagus Production. Horticulture Information Leaflets, North Carolina State University.<\/p>\n<p>https:\/\/www.ces.ncsu.edu\/depts\/hort\/hil\/hil-8002.html &#8211; Douglas C. Sanders (2001). Home Garden Asparagus Production. Horticulture Information Leaflets, North Carolina State University.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de ser decorativo e oferecer uma sombra refrescante no ver\u00e3o, o espargo traz textura e cor \u00e0 sua mesa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2823,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[114,7,5],"tags":[209,43],"class_list":["post-3092","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agricultura-biologica-artigos","category-featured","category-artigos","tag-a-horta-agricultura-biologica","tag-agricultura-biologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3092","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2823"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3092"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3092\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3183,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3092\/revisions\/3183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3092"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3092"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3092"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}