{"id":3164,"date":"2009-06-18T17:50:31","date_gmt":"2009-06-18T16:50:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=3164"},"modified":"2009-08-28T12:47:26","modified_gmt":"2009-08-28T11:47:26","slug":"rosmaninhos-e-alfazemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2009\/06\/18\/rosmaninhos-e-alfazemas\/","title":{"rendered":"Rosmaninhos e Alfazemas"},"content":{"rendered":"<p>As plantas do g\u00e9nero mais conhecidas em Portugal s\u00e3o os vulgares rosmaninhos do monte que se encontram em quase todo o territ\u00f3rio portugu\u00eas em zonas expostas ao sol, e as alfazemas que nos \u00faltimos anos t\u00eam vindo a conquistar um lugar cada vez mais importante nos jardins portugueses, quer gra\u00e7as \u00e0 sua adapta\u00e7\u00e3o ao Ver\u00e3o seco mediterr\u00e2nico, quer gra\u00e7as ao agrad\u00e1vel aroma das suas flores e folhagem. No entanto este grupo cont\u00e9m v\u00e1rias esp\u00e9cies e h\u00edbridos, frequentemente chamados apenas de alfazemas e rosmaninhos em portugu\u00eas, e lavandulas inglesas, francesas e espanholas noutras l\u00ednguas europeias.<\/p>\n<p>Segundo esta classifica\u00e7\u00e3o os nossos rosmaninhos aut\u00f3ctones pertencer\u00e3o \u00e0s esp\u00e9cies <em>Lavandula stoechas subsp luisieri, Lavandula pedunculata subsp pedunculata, \u00a0Lavandula pedunculata subsp lusitanica, Lavandula pedunculata subsp sampaiana <\/em>e<em> Lavandula viridis<\/em>. Segundo a mesma classifica\u00e7\u00e3o as alfazemas aut\u00f3ctones em Portugal pertencem ao subg\u00e9nero <em>Lavandula<\/em> sec\u00e7\u00e3o <em>Lavandula<\/em> &#8211; <em>Lavandula latifolia<\/em>, que cresce em maci\u00e7os calc\u00e1rios, e ao subg\u00e9nero <em>Fabricia<\/em>, sec\u00e7\u00e3o <em>Pterostoechas<\/em> &#8211; <em>Lavandula multifida<\/em> que cresce em alguns locais do sul do pa\u00eds. Esta n\u00e3o \u00e9 no entanto a \u00fanica classifica\u00e7\u00e3o seguida, particularmente as subesp\u00e9cies de <em>Lavandula pedunculata<\/em> s\u00e3o frequentemente classificadas como subesp\u00e9cies da <em>Lavandula stoechas.<\/em><\/p>\n<p>Os cultivares comercializados s\u00e3o frequentemente h\u00edbridos.<\/p>\n<h2>Caracter\u00edsticas<\/h2>\n<p>As plantas deste g\u00e9nero t\u00eam alguma variabilidade no que diz respeito a tamanho, forma das folhas, aspecto das flores, toler\u00e2ncia ao gelo, etc. As esp\u00e9cies mais cultivadas, chamadas vulgarmente de alfazemas e rosmaninhos t\u00eam bastantes semelhan\u00e7as entre si em compara\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies de Lavandula, mas s\u00e3o ainda assim inconfund\u00edveis, principalmente pela forma da flor. \u00a0Ambas t\u00eam folhagem linear que \u00e9 normalmente mais clara nas alfazemas que nos rosmaninhos, no entanto esta caracter\u00edstica varia com os cultivares. As infloresc\u00eancias de alfazema t\u00eam forma de espiga de pequenas flores, normalmente sobre um longo pedunculo que pode ou n\u00e3o ser ramificado. A cor das flores pode ir do branco ao p\u00farpura escuro, passando pelo rosa e v\u00e1rios tons de azul e p\u00farpura. As de rosmaninho t\u00eam uma forma de espiga grossa, coroada por grandes bracteas est\u00e9reis cujo tamanho varia com as esp\u00e9cies, subsp\u00e9cies e cultivares. As cores das flores do rosmaninho variam igualmente do branco ao p\u00farpura escuro, tanto na espiga como nas br\u00e1cteas est\u00e9reis. A \u00fanica esp\u00e9cie com flores amareladas \u00e9 a Lavandula viridis, pouco cultivada como ornamental, mas utilizada como progenitora de v\u00e1rios h\u00edbridos interessantes.<br \/>\nEm alguns cultivares como o Tiara, Madrid Blue, Rocky Road, a cor das flores \u00e9 escura e a das bracteas est\u00e9reis \u00e9 mais clara, criando um contraste interessante.<\/p>\n<h2>Distribui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Na natureza as plantas pertencentes a este g\u00e9nero crescem principalmente nas zonas montanhosas da bacia mediterr\u00e2nica e ilhas, norte de \u00c1frica, pen\u00ednsula ar\u00e1bica, havendo ainda algumas esp\u00e9cies no sudoeste da \u00c1sia &#8211; Ir\u00e3o e \u00cdndia. A maioria dos h\u00edbridos e cultivares utilizados como ornamentais foram obtidos em jardinagem. Alguns dos h\u00edbridos mais recentes de rosmaninhos foram obtidos na Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia onde s\u00e3o ex\u00f3ticas e para onde foram levadas as plantas m\u00e3e como ornamentais. Muitas destas variedades foram sujeitas a registo de variedades, impedindo a sua propaga\u00e7\u00e3o para fins comerciais a quem n\u00e3o tenha a respectiva licen\u00e7a, o que denota a sua valoriza\u00e7\u00e3o actual como plantas ornamentais.<\/p>\n<h2>Utiliza\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da utiliza\u00e7\u00e3o como plantas ornamentais, v\u00e1rias esp\u00e9cies s\u00e3o tamb\u00e9m utilizadas como medicinais, arom\u00e1ticas e culin\u00e1rias, principalmente a Lavandula angustifolia e a Lavandula x intermedia, al\u00e9m da tradicional utiliza\u00e7\u00e3o religiosa do rosmaninho em Portugal nas festas dos Ramos e do S Jo\u00e3o, provavelmente herdada de costumes pag\u00e3os. Ter\u00e1 sido tamb\u00e9m utilizada na higiene dom\u00e9stica gra\u00e7as ao seu poder repelente de insectos e ainda hoje se utilizam sacos de alfazema para repelir as tra\u00e7as da roupa. O nome cient\u00edfico vem do latim &#8211; \u2018lavare&#8217; devido \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do rosmaninho desde tempos imemoriais como perfume nos banhos. Em aromaterapia a alfazema \u00e9 utilizada como anti-septico, anti-depressivo, calmante, antiseptico e analg\u00e9sico. O aroma da alfazema tem a reputa\u00e7\u00e3o de ser calmante, e de elevar a percep\u00e7\u00e3o espiritual, principalmente durante a medita\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o porque a popularidade dos \u00f3leos arom\u00e1ticos tem crescido. \u00c9 tamb\u00e9m utilizada em fitoterapia, em ch\u00e1s como calmante e para aliviar dores de cabe\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De Norte a Sul do pa\u00ed\u00ads, em Junho, os campos alongam-se num degrad\u00e9 de cores, de malva suave a roxo vibrante! 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