{"id":3173,"date":"2010-04-17T09:00:38","date_gmt":"2010-04-17T08:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=3173"},"modified":"2010-04-20T15:59:09","modified_gmt":"2010-04-20T14:59:09","slug":"rosmaninhos-e-alfazemas-no-jardim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2010\/04\/17\/rosmaninhos-e-alfazemas-no-jardim\/","title":{"rendered":"Rosmaninhos e Alfazemas no Jardim"},"content":{"rendered":"<p>Podem ser usados como pequenas sebes, em maci\u00e7os, em \u00a0contentores; alguns cultivares s\u00e3o pontos focais interessantes na altura da flora\u00e7\u00e3o. Fora da flora\u00e7\u00e3o a folhagem acinzentada de muitos cultivares fornece um elemento de cor interessante para combinar com outras cores. O seu \u00a0aroma \u00e9 muitas vezes o objectivo da sua coloca\u00e7\u00e3o nos jardins, e as suas propriedades medicinais e arom\u00e1ticas fazem com que seja quase indispens\u00e1vel em canteiros de plantas arom\u00e1ticas. No Reino Unido s\u00e3o frequentemente utilizadas nos \u2018knot gardens&#8217;, jardins em que se cria um entrela\u00e7ado com cord\u00f5es desenhados com plantas.<\/p>\n<h2>Exig\u00eancias<\/h2>\n<h3>Solo<\/h3>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/lavandulacanariensis1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3296 alignleft\" title=\"lavandulacanariensis1\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/lavandulacanariensis1-229x300.jpg\" alt=\"\" width=\"229\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/lavandulacanariensis1-229x300.jpg 229w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/lavandulacanariensis1.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 229px) 100vw, 229px\" \/><\/a>As esp\u00e9cies de Lavandula s\u00e3o nativas de solos rochosos e \u00a0pobres da bacia mediterr\u00e2nica, muitas dessas esp\u00e9cies ocorrem naturalmente em solos calc\u00e1rios. Da\u00ed que as esp\u00e9cies da sec\u00e7\u00e3o Lavandula (angustifolia, latifolia e h\u00edbridos) prefiram os solos neutros a alcalinos; toleram solos mais \u00e1cidos, sendo muitas vezes cultivadas com sucesso em solos \u00e1cidos, tornam-se no entanto mais suscept\u00edveis a problemas que em solos pr\u00f3ximos da neutralidade. As esp\u00e9cies da sec\u00e7\u00e3o Stoechas toleram solos mais \u00e1cidos, algumas preferem-nos mesmo a solos neutros uma vez que s\u00e3o nativas de solos \u00e1cidos. Normalmente todas as Lavandulas preferem solos arenosos ou bem drenados, alguns dos cultivares mais apreciados de Lavandula angustifolia, como por exemplo o Hidcote Blue s\u00e3o muito sens\u00edveis em solos pesados (argilosos) e mal drenados, adoecendo e morrendo com facilidade, principalmente quando acresce demasiada acidez do solo. Da\u00ed que seja conveniente em solos argilosos torn\u00e1-los mais ligeiros pela adi\u00e7\u00e3o de generosas quantidades de mat\u00e9ria org\u00e2nica (de prefer\u00eancia), ou de materiais inertes como a areia. Quando se pretende plantar cultivares sens\u00edveis deve-se ainda corrigir o pH do solo com calc\u00e1rio.<\/p>\n<h3>Clima<\/h3>\n<p>As esp\u00e9cies pertencentes \u00e0s sec\u00e7\u00f5es Lavandula e Stoechas toleram geadas e mesmo nev\u00f5es n\u00e3o muito prolongados, desde que se fa\u00e7a a aclimata\u00e7\u00e3o. Isto significa que uma planta rec\u00e9m sa\u00edda de uma estufa ter\u00e1 problemas em sobreviver a uma geada forte, no entanto sobreviver\u00e1 sem problema se for progressivamente aclimatada ao frio, como acontece naturalmente na mudan\u00e7a das esta\u00e7\u00f5es. As esp\u00e9cies da sec\u00e7\u00e3o Dentata s\u00e3o mais sens\u00edveis ao frio tolerando no entanto geadas moderadas. As esp\u00e9cies da sec\u00e7\u00e3o Pterostoechas s\u00e3o sens\u00edveis ao frio, sendo afectadas pelas geadas ou ventos gelados secos (geadas negras) e podendo facilmente morrer com geadas fortes.<\/p>\n<h3>Exposi\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Todas as Lavandulas devem ser colocadas num local bem exposto ao sol, pois em locais sombrios ter\u00e3o crescimento e flora\u00e7\u00e3o pobres e tempo de vida reduzido.<\/p>\n<h2>Manuten\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<h3>Fertiliza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/lavandulalatifolia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3297 alignright\" title=\"lavandulalatifolia\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/lavandulalatifolia-262x300.jpg\" alt=\"\" width=\"262\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/lavandulalatifolia-262x300.jpg 262w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/lavandulalatifolia.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 262px) 100vw, 262px\" \/><\/a>Sendo plantas nativas de solos pobres n\u00e3o s\u00e3o plantas exigentes, sendo mesmo desaconselhado o excesso de fertiliza\u00e7\u00e3o, principalmente azotada. No entanto deve ser feita alguma fertiliza\u00e7\u00e3o, principalmente para atingir todo o potencial de flora\u00e7\u00e3o que alguns cultivares permitem.. Uma boa adi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica bem decomposta \u00e9 o ideal, sendo de evitar estrumes frescos ou mal decompostos ricos em azoto (que se distinguem pelo cheiro a ureia). Para as alfazemas (sec\u00e7\u00e3o Lavandula), nativas de solos calc\u00e1rios, ser\u00e1 \u00fatil fazer uma fertiliza\u00e7\u00e3o rica em c\u00e1lcio, havendo que aconselhe a utiliza\u00e7\u00e3o de farinha de ossos. Quem opte por fazer fertiliza\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dever\u00e1 preferir os fertilizantes de liberta\u00e7\u00e3o lenta.<\/p>\n<h3>Rega<\/h3>\n<p>As Lavandulas s\u00e3o, no geral plantas tolerantes \u00e0 seca suportando sem dificuldades os quentes e secos ver\u00f5es mediterr\u00e2nicos, no entanto h\u00e1 que ter alguns cuidados quando as plantas n\u00e3o tiveram tempo para se estabelecer ou s\u00e3o cultivadas em vaso. Quando s\u00e3o plantadas em primaveras secas ou tardias devem ser regadas regularmente no ver\u00e3o at\u00e9 \u00e0s primeiras chuvas de outono. Mesmo uma boa rega no ver\u00e3o mediterr\u00e2nico n\u00e3o permite o bom estabelecimento da planta que s\u00f3 acontecer\u00e1 com chuvas. Por outro lado deve haver cuidado em n\u00e3o regar demasiado, uma vez que a humidade e o calor s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias ao desenvolvimento de doen\u00e7as. Assim o ideal \u00e9 plantar no outono ou no in\u00edcio da primavera, quando, em anos normais, ainda vai chover o suficiente para a planta se estabelecer no solo. As Lavandulas bem estabelecidas toleram secas severas como a que aconteceu em 2005, mesmo em solos secos, entrando naturalmente em dorm\u00eancia e portanto parando o crescimento. Quando cultivadas em vaso devem ser regadas, dependendo do tamanho da planta e do vaso, com frequ\u00eancia que pode ir at\u00e9 diariamente em per\u00edodos quentes e secos, quando as plantas est\u00e3o bem desenvolvidas.<\/p>\n<h3>Doen\u00e7as e pragas<\/h3>\n<p>Podem ser atacadas por fungos, v\u00edrus, micoplasmas, af\u00eddeos, lagartas e outros insectos pouco frequentes. Embora as pragas n\u00e3o sejam normalmente problema, a n\u00e3o ser que haja grandes desequil\u00edbrios ecol\u00f3gicos ou excessos de fertiliza\u00e7\u00e3o, as doen\u00e7as causadas por fungos podem surgir com alguma frequ\u00eancia quando as condi\u00e7\u00f5es de solo ou exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o adequadas. Nestes casos o melhor \u00e9 corrigir a causa do problema em vez de tratar a doen\u00e7a com qu\u00edmicos, uma vez que se n\u00e3o se corrigir a causa o problema voltar\u00e1 a aparecer. As plantas afectadas com alguma severidade devem ser arrancadas e queimadas para evitar o cont\u00e1gio, no entanto em ataques ligeiros uma poda resolve o problema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos campos para o jardim, para os canteiros, at\u00e9 para vasos em varandas. Perfumam o ar e tornam os pratos deliciosos. E o melhor de tudo&#8230;d\u00e3o pouco trabalho!<\/p>\n","protected":false},"author":3499,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,7,13,5],"tags":[337,706,122,296],"class_list":["post-3173","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-as-plantas","category-featured","category-ornamentais","category-artigos","tag-alfazemas","tag-integrar","tag-jardim","tag-rosmaninhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3173","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3499"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3173"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3173\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5322,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3173\/revisions\/5322"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3173"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3173"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3173"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}