{"id":4106,"date":"2009-10-09T10:00:48","date_gmt":"2009-10-09T09:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=4106"},"modified":"2009-10-09T11:16:42","modified_gmt":"2009-10-09T10:16:42","slug":"estufa-fria-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2009\/10\/09\/estufa-fria-lisboa\/","title":{"rendered":"Estufa Fria &#8211; Lisboa"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/estufa-fria-sftrajan-on-flickr.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4105 alignleft\" title=\"estufa-fria-sftrajan-on-flickr\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/estufa-fria-sftrajan-on-flickr-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/estufa-fria-sftrajan-on-flickr-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/estufa-fria-sftrajan-on-flickr.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Estufa Fria \u00e9 um dos mais importantes espa\u00e7os verdes existentes em Lisboa. Aut\u00eantico Museu Vivo a Estufa Fria\u00a0constitui um dos <em>ex libris<\/em> da cidade, sendo um dos locais mais visitados por alunos e turistas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Inicialmente pensada como um abrigo para plantas [a terminologia estufa pode ser usada com este sentido], a Estufa Fria manteve sempre essa fun\u00e7\u00e3o, enquanto reunia um esp\u00f3lio vegetal magn\u00edfico, proveniente de todos os cantos do mundo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O nome &#8220;Estufa Fria&#8221; resulta do facto de esta n\u00e3o utilizar qualquer sistema de aquecimento. As diferentes caracter\u00edsticas das outras estufas [ambas para plantas mais ex\u00f3ticas], com cobertura de vidro, por isso com temperatura mais elevada, distinguem-nas como estufas quentes. O ripado de madeira que cobre a Estufa Fria, substituindo os velhos estores de madeira usados em tempos, serve para proteger as plantas do rigor do Inverno e do calor excessivo no Ver\u00e3o. Essas ripas inamov\u00edveis condicionam a intensidade da luz, proporcionando uma temperatura adequada ao desenvolvimento de esp\u00e9cies origin\u00e1rias de diversos pa\u00edses ou regi\u00f5es: China, Austr\u00e1lia, M\u00e9xico, Per\u00fa, Brasil, Antilhas, Pen\u00ednsula da Coreia entre outras. S\u00e3o de refer\u00eancia obrigat\u00f3ria o Feto arb\u00f3reo- da-tasm\u00e2nia [<em>Dicksonia antarctica<\/em>], a Az\u00e1lea [<em>Rhododendron spp<\/em>.] ou os diferentes cultivares de Cameleira [<em>Camellia japonica<\/em>].<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">No interior da <strong>Estufa Quente<\/strong>, numa \u00e1rea de 3.000 m2, convivem plantas tropicais, das quais se destacam o Cafeeiro [<em>Coffea arabica<\/em>], a Mangueira [<em>Mangifera indica<\/em>] ou a Bananeira [<em>Musa spp<\/em>.].<\/p>\n<p align=\"justify\">A <strong>Estufa Doce<\/strong>, a mais pequena de todas, com apenas 400 m2, \u00e9 a casa das Cact\u00e1ceas. Plantas gordas, assim chamadas devido \u00e0s suas folhas grossas e de consist\u00eancia gelatinosa, aqui podemos encontrar os seus membros mais conhecidos, os cactos. Vale a pena observar as formas da Cadeira-de-sogra [Ech<em>inocactus grusonii<\/em>], do <em>Cleistocactus straussii<\/em> ou do Alo\u00e9 [<em>Aloe vera<\/em>]. De real\u00e7ar ainda o reaproveitamento das muitas pedras que ornamentam a Estufa e fazem parte das escadarias, cascatas e pequenos lagos existentes, origin\u00e1rias da pedreira de basalto aqui existentes. Por entre a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel descobrir algumas pe\u00e7as de estatu\u00e1ria que contribuem para o encanto deste verdadeiro &#8220;museu vegetal&#8221; onde o tempo passa devagar e apraz\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Equipamentos: <\/strong>Instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, sala com cerca de 800 m2 destinada a aluguer para eventos. Jardim de cactos com v\u00e1rias esp\u00e9cies, Viveiro com peixes de \u00e1gua doce, Regatos, Cascatas e nichos, Pequenos lagos, Estatu\u00e1ria.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Exemplos de Fauna:<\/strong> Pav\u00f5es,\u00a0 patos,\u00a0 piriquitos, can\u00e1rios, rolas, peixes, tartarugas e r\u00e3s.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Exemplos de Flora: <\/strong>Fetos Arb\u00f3reos, Palmeiras, Nen\u00fafares e Beg\u00f3nias<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Patrim\u00f3nio Edificado e Art\u00edstico: <\/strong>Estatu\u00e1ria &#8220;Vento Garroa&#8221; de Domingos Soares Branco, &#8220;Nu de Mulher&#8221; de Anjos Teixeira (Filho) e &#8220;Menina cal\u00e7ando a Meia&#8221; de Leopoldo de Almeida. &#8220;Rei Eduardo VII&#8221; de Albert Bruce-Joy. Torre de entrada &#8211; projecto de Keil do Amaral.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Hist\u00f3ria: <\/strong>No local onde actualmente se encontra o complexo da Estufa Fria existia, na viragem do s\u00e9c. XIX, uma pedreira de onde se extra\u00eda basalto. Devido \u00e0 exist\u00eancia de uma nascente de \u00e1gua que comprometia a extrac\u00e7\u00e3o da pedra, a pedreira deixou de laborar. A cova da pedreira foi ent\u00e3o aproveitada por um modesto jardineiro para albergar esp\u00e9cies vegetais oriundas do mundo inteiro, que iriam servir no plano de arboriza\u00e7\u00e3o da Avenida da Liberdade. A 1.\u00aa Guerra Mundial atrasa este plano e as plantas v\u00e3o criando ra\u00edzes no pequeno local abrigado. Em 1926, o arquitecto e pintor Raul Carapinha, tendo ali encontrado um agrad\u00e1vel espa\u00e7o verde, idealiza um projecto para o transformar na Estufa, a qual \u00e9 conclu\u00eddo em 1930 e inaugurado oficialmente tr\u00eas anos depois. Nos anos 40, todo o Parque Eduardo VII sofreu altera\u00e7\u00f5es, adoptando a forma que actualmente lhe conhecemos. A Estufa n\u00e3o foi excep\u00e7\u00e3o e, para al\u00e9m do reenquadramento e remodela\u00e7\u00e3o da entrada, foram criados o lago fronteiro e uma enorme sala, por baixo da alameda do Parque: a &#8220;Nave&#8221;, usada durante anos como teatro municipal. Actualmente, \u00e9 palco pontual de eventos culturais e l\u00fadicos. Em 1975, foram abertas ao p\u00fablico a Estufa Quente e a Estufa Doce, ideias do Eng.\u00ba Pulido Garcia, destinadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o permanente de plantas tropicais e equatoriais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Fonte: <a href=\"https:\/\/lisboaverde.cm-lisboa.pt\/index.php?id=4128\">CML<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Nota: <span style=\"font-size: x-small; color: #009900;\"><strong>A ESTUFA FRIA EST\u00c1 ENCERRADA AO P\u00daBLICO POR UM PER\u00cdODO INDETERMINADO<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Estufa Fria \u00e9 um dos mais importantes espa\u00e7os verdes existentes em Lisboa. 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