{"id":4832,"date":"2010-01-28T10:00:48","date_gmt":"2010-01-28T09:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=4832"},"modified":"2010-01-18T16:21:30","modified_gmt":"2010-01-18T15:21:30","slug":"as-5-regras-de-ouro-da-compostagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2010\/01\/28\/as-5-regras-de-ouro-da-compostagem\/","title":{"rendered":"AS 5 REGRAS DE OURO DA COMPOSTAGEM"},"content":{"rendered":"<h2>\u00a0ESCOLHA DO LOCAL : Sombra no ver\u00e3o e sol no inverno<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica pelos microrganismos gera calor. A temperatura do sistema depende do balan\u00e7o entre o calor produzido e o calor perdido para o exterior. A temperatura \u00e9 um factor determinante no processo, uma vez que diferentes temperaturas promovem o desenvolvimento de diferentes comunidades microbianas. Al\u00e9m disso, a maioria dos microrganismos n\u00e3o sobrevive a temperaturas superiores a 70\u00baC o que faz com que a decomposi\u00e7\u00e3o seja muito lenta a temperaturas superiores.<\/p>\n<p>A taxa de decomposi\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00e1xima a temperaturas entre 45 e 55\u00baC; no entanto, \u00e9 necess\u00e1rio que durante o processo se atinjam temperaturas superiores para assegurar a higieniza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 importante que a temperatura que se obt\u00e9m seja provocada pela actividade microbiana e n\u00e3o pelo calor do sol.<\/p>\n<p><em>De modo a controlar a temperatura, devemos escolher um local para o compostor que n\u00e3o deixe cozer os microrganismos no ver\u00e3o nem congel\u00e1-los no inverno. Se colocarmos o compostor debaixo de uma \u00e1rvore de folha caduca, teremos sombra no ver\u00e3o e sol no inverno, \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o ideal.<\/em><\/p>\n<h3>\n<p>O papel da temperatura:<\/h3>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel encontrar uma grande variedade de microrganismos aer\u00f3bios mesof\u00edlicos, termotolerantes e termof\u00edlicos num sistema de compostagem em diferentes fases do processo. Estes microrganismos incluem bact\u00e9rias, actinomicetes, leveduras, bolores e outros fungos. Mantendo-se condi\u00e7\u00f5es aer\u00f3bias, a temperatura \u00e9 o factor determinante para a popula\u00e7\u00e3o microbiana durante a compostagem.<\/p>\n<p>As bact\u00e9rias e fungos mesof\u00edlicos e termotolerantes dominam as primeiras fases do processo- temperaturas de 20 a 40 \u00baC. Nesta fase ocorre a degrada\u00e7\u00e3o de compostos de carbono mais simples (a\u00e7\u00facares sol\u00faveis, \u00e1cidos org\u00e2nicos, etc), provocando um aumento de temperatura. Este aumento de temperatura at\u00e9 40-60 \u00baC devido \u00e0 actividade microbioana promove o desenvolvimento de bact\u00e9rias termof\u00edlicas\/termotolerantes, actinomicetes e fungos, ao mesmo tempo que inactiva os microrganismos mesof\u00edlicos. Temperaturas superiores a 60 \u00baC reduzem consideravelmente a popula\u00e7\u00e3o microbiana, permitindo apenas o desenvolvimento de algumas bact\u00e9rias termof\u00edlicas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nesta fase, a frac\u00e7\u00e3o org\u00e2nica dos res\u00edduos \u00e9 quase totalmente degradada, com excep\u00e7\u00e3o parcial da celulose e lenhina, devido \u00e0 sua estabilidade estrutural e \u00e0 dificuldade da sua hidr\u00f3lise, s\u00f3 poss\u00edvel por microrganismos muito espec\u00edficos. Ap\u00f3s a degrada\u00e7\u00e3o dos compostos mais simples h\u00e1 um decr\u00e9scimo de temperatura, que provoca um repovoamento do material a compostar. Nesta fase, a diversidade de bact\u00e9rias \u00e9 muito pequena, sendo os actinomicetes mesof\u00edlicos\/termotolerantes e os fungos os microrganismos mais encontrados. Compostos como lenhina, hemicelulose, celulose, amido e outros pol\u00edmeros s\u00e3o decompostos pela ac\u00e7\u00e3o destes microrganismos.<\/p>\n<h2>\n\u00a0PREPARAR O FUNDO: Boa drenagem<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No in\u00edcio do processo \u00e9 importante que haja fornecimento de ar \u00e0 mistura. Para garantir a presen\u00e7a de oxig\u00e9nio, basta colocar uma camada de ramos ou galhos no fundo do compostor de modo a n\u00e3o permitir a compacta\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos e a permitir a circula\u00e7\u00e3o de ar de baixo para cima.<\/p>\n<h2>\nMISTURA DE MATERIAIS: Verdes e castanhos<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A compostagem \u00e9 um processo biol\u00f3gico sendo por isso necess\u00e1rio criar as condi\u00e7\u00f5es correctas para o seu crescimento, em particular, satisfazer os seus requisitos nutricionais. Os microrganismos utilizam cerca de trinta vezes mais carbono do que azoto sendo este valor frequentemente encontrado na literatura como o recomendado no in\u00edcio do processo. No caso de os substratos a degradar conterem muitos compostos complexos, como celulose e lenhina e alguns pol\u00edmeros org\u00e2nicos, \u00e9 aconselh\u00e1vel que a raz\u00e3o C\/N inicial seja superior a 30:1 &#8211; 40:1 porque uma parte consider\u00e1vel do carbono n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel nas primeiras fases do processo.<\/p>\n<p>No caso de esta raz\u00e3o ser muito superior a 30:1, o crescimento dos microrganismos \u00e9 atrasado pela falta de azoto e consequentemente a degrada\u00e7\u00e3o dos compostos \u00e9 mais demorada. Se, pelo contr\u00e1rio, a raz\u00e3o C\/N for muito baixa, o excesso de azoto acelera o processo de decomposi\u00e7\u00e3o mas faz com que o oxig\u00e9nio seja gasto muito rapidamente, podendo levar \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de zonas anaer\u00f3bias no sistema. O excesso de azoto \u00e9 libertado na forma de am\u00f3nia, o que para al\u00e9m dos maus odores que provoca, corresponde a uma perda de azoto, com a consequente produ\u00e7\u00e3o de um composto mais pobre neste nutriente e por isso, menos valioso em termos comerciais.<\/p>\n<p><em>\u00c9 importante misturar diferentes res\u00edduos de forma o obter uma rela\u00e7\u00e3o carbono\/azoto adequada:<\/p>\n<p>\u00bb uma rela\u00e7\u00e3o inicial C\/N demasiado alta poder\u00e1 ser corrigida juntando \u00e0 mistura a compostar, materiais ricos em azoto, tais como estrume de galinha e vegetais.<\/p>\n<p>\u00bb uma rela\u00e7\u00e3o inicial C\/N demasiado baixa poder\u00e1 ser corrigida juntando \u00e0 mistura a compostar materiais ricos em carbono tais como palha, papel, serradura ou aparas de madeira.<\/em><\/p>\n<h2>\nAREJAMENTO: Revirar quando compactado<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>A compostagem \u00e9 um processo aer\u00f3bio e por isso a manuten\u00e7\u00e3o de n\u00edveis adequados de oxig\u00e9nio no interior dos materiais a compostar \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o essencial para o sucesso do processo.<\/em><\/p>\n<p>O oxig\u00e9nio \u00e9 fundamental para o metabolismo dos microrganismos aer\u00f3bios e para a oxida\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas org\u00e2nicas que constituem os res\u00edduos. Se o n\u00edvel de oxig\u00e9nio n\u00e3o for suficiente, a comunidade anaer\u00f3bia vai dominar o processo com consequente atraso na decomposi\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de gases vol\u00e1teis que s\u00e3o respons\u00e1veis pelos maus odores usualmente associados a estes sistemas. A transfer\u00eancia de oxig\u00e9nio ocorre pelos mecanismos de difus\u00e3o e convec\u00e7\u00e3o, havendo diferentes formas de manter um n\u00edvel adequado de oxig\u00e9nio, por exemplo recorrendo a tubos perfurados, revolvendo o material periodicamente, usando arejamento for\u00e7ado ou combinando alguns destes mecanismos.<\/p>\n<p>A maior parte do oxig\u00e9nio \u00e9 necess\u00e1ria no in\u00edcio da decomposi\u00e7\u00e3o, quando as mol\u00e9culas mais simples est\u00e3o a ser decompostas rapidamente e o crescimento da popula\u00e7\u00e3o microbiana segue um modelo exponencial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2>HUMIDADE: Regar se necess\u00e1rio<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Uma determinada quantidade de humidade \u00e9 necess\u00e1ria no processo, uma vez que os microrganismos s\u00f3 s\u00e3o capazes de absorver os nutrientes que se encontrem na fase dissolvida. Al\u00e9m disso, a \u00e1gua \u00e9 necess\u00e1ria aos processos metab\u00f3licos e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de biomassa, uma vez que esta \u00e9 constitu\u00edda maioritariamente por \u00e1gua (mais de 70%).<br \/>\nNo entanto, teores muito elevados de \u00e1gua na mistura a compostar s\u00e3o indesej\u00e1veis. \u00c1gua em excesso enche o espa\u00e7o poroso entre as part\u00edculas, dificultando a circula\u00e7\u00e3o de ar e condicionando, consequentemente, as condi\u00e7\u00f5es aer\u00f3bias. A estrutura f\u00edsica e a capacidade de reten\u00e7\u00e3o da \u00e1gua variam muito com o material a compostar, sendo por isso imposs\u00edvel apontar um valor adequado de humidade do material. Contudo, os valores usualmente encontrados na literatura est\u00e3o na gama 40-70%. Em processos de arejamento for\u00e7ado, em que grandes quantidades de \u00e1gua s\u00e3o removidas por evapora\u00e7\u00e3o, a adi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pode ser necess\u00e1ria para ajustar o teor de humidade.<\/p>\n<p><em>Uma maneira f\u00e1cil de medir a humidade \u00e9 fazer o teste da esponja, espremendo um bocado de composto com a m\u00e3o. Se ca\u00edrem apenas algumas gotas, como uma esponja acabada de espremer, tem a humidade certa. Se estiver muito seco junte \u00e1gua e se estiver muito h\u00famido junte papel, palha, cart\u00e3o ou folhas secas.<\/em><\/p>\n<p><em>FONTE: <a href=\"https:\/\/www.hortadaformiga.com\/onde.cfm\">HORTA DA FORMIGA<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A compostagem traz imensos benef\u00edcios. Descubra algumas regras a seguir para descomplicar a compostagem caseira. <\/p>\n","protected":false},"author":1872,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[114,7],"tags":[579,2552,580,582],"class_list":["post-4832","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agricultura-biologica-artigos","category-featured","tag-composto","tag-dicas-praticas-dicas-as-solucoes","tag-horta-da-formiga","tag-regras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1872"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4832"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4834,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4832\/revisions\/4834"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}