{"id":574,"date":"2008-03-11T11:44:40","date_gmt":"2008-03-11T10:44:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=574"},"modified":"2008-11-27T11:41:08","modified_gmt":"2008-11-27T10:41:08","slug":"doces-e-delicadas-violetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2008\/03\/11\/doces-e-delicadas-violetas\/","title":{"rendered":"Doces e Delicadas Violetas"},"content":{"rendered":"<p>[img]https:\/\/www.portaldojardim.com\/artigos\/plantas_saberes\/violetas110308\/abertura.jpg[\/img]\u00a0<\/p>\n<div>[i]Fotos: Fernanda Botelho[\/i]<\/div>\n<p>Fr\u00e1geis, t\u00edmidas e perfumadas, as violetas ([i]viola odorata[\/i]), escondem-se por debaixo da sua densa folhagem, salpicando o jardim de pequenos pontos roxos,desde fevereiro at\u00e9 ao pr\u00edncipio do Ver\u00e3o.<\/p>\n<p>[b]Hist\u00f3ria[\/b]<\/p>\n<table class=\"horimgtable\" border=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#EDF4CC\">[url=https:\/\/www.portaldojardim.com\/artigos\/plantas_saberes\/violetas110308\/02.jpg][img]https:\/\/www.portaldojardim.com\/artigos\/plantas_saberes\/violetas110308\/thumbs\/02.jpg[\/img][\/url]<br \/>\n<em><\/em><\/td>\n<td>\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Desde a antiguidade que a violeta est\u00e1 associada ao amor, \u00e0 humildade e \u00e0 inoc\u00eancia, sendo talvez por isso tamb\u00e9m uma planta funer\u00e1ria. \u00c9 mencionada na mitologia grega referindo-se aos amores entre Zeus e um bela sacerdotisa. Em Atenas festejava-se o regresso da Primavera com violetas cobrindo as crian\u00e7as maiores de 3 anos com estas flores. No banquetes, tanto na Gr\u00e9cia com em Roma, os adultos usavam grinaldas de violetas pois acreditavam que lhes refrescava a cabe\u00e7a e aliviava as ressacas. Os romanos eram grandes apreciadores de vinho de violeta, enquanto que os eg\u00edpcios e os turcos deliciavam-se com o sorvete de violeta. Na Roma antiga comemoravam o Dia dos Mortos ([i]dies violores[\/i]) dia das violetas.<\/p>\n<p>Na cren\u00e7a crist\u00e3, Cristo reencarnado \u00e9 representado com um manto de violetas e est\u00e1 associado \u00e0 Paix\u00e3o de Cristo. Em Fran\u00e7a era o emblema pol\u00edtico dos apoiantes de Napole\u00e3o e quando da sua morte no desterro, foi-lhe encontrado ao pesco\u00e7o um medalh\u00e3o onde guardava alguns cabelos do seu filho e duas violetas secas. A partir do s\u00e9c. XV a violeta tornou-se a planta mais abundante nos jardins dos mosteiros, sendo utilizada na culin\u00e1ria e na medicina popular em infus\u00e3o para aliviar ins\u00f3nia, dores de cabe\u00e7a e sintomas de tristeza. Priscianus, m\u00e9dico bizantino do s\u00e9c. IV aconselhava a comer as tr\u00eas primeiras violetas que encontrassem no bosque pois isso serviria de preventivo contra todas as doen\u00e7as para o resto do ano. Dizem que a variedade de flor branca em estado espont\u00e2neo \u00e9 um verdadeiro elixir da beleza e longevidade, uma tisana com 5 violetas brancas fazia parte dos rituais dru\u00eddas. Estas possuem um aroma considerado afrodis\u00edaco e acredita-se que s\u00e3o portadoras de boa sorte.<\/p>\n<p>As violetas foram inspiradoras de Homero e Virg\u00edlio, Shakespeare, Shelley e Goethe.<\/p>\n<p>[b]Descri\u00e7\u00e3o e habitat[\/b]<br \/>\nExistem cerca de 700 variedades de violetas, a maioria de cor roxa, mas tamb\u00e9m existem cor-de-rosa e brancas (estas mais raras). Existem variedades cultivadas e variedades espont\u00e2neas (violeta silvestre ou violeta-de-cheiro). A violeta-de-cheiro ([i]viola odorata[\/i]) \u00e9 uma planta herb\u00e1cea e vivaz da fam\u00edlia das viol\u00e1ceas, possui caules longos rastejantes, rosetas de folhas em forma de cora\u00e7\u00e3o de um verde muito brilhante, flores roxas ou brancas de 5 p\u00e9talas semelhantes a pequenas orqu\u00eddeas. Cresce espont\u00e2nea em s\u00edtios h\u00famidos e sombrios, sebes e moitas, prefere solos calc\u00e1rios, e cresce um pouco por toda a Europa, Am\u00e9rica do Norte, R\u00fassia, \u00cdndia, \u00c1sia do Norte, Nova Zel\u00e2ndia e Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>O amor-perfeito-silvestre ([i]viola tricolor[\/i]) conhecido em franc\u00eas como [i]pens\u00e9e sauvage[\/i], em ingl\u00eas [i]pansy[\/i] \u00e9 da mesma fam\u00edlia e tem muitas propriedades semelhantes.<\/p>\n<p>[b]Composi\u00e7\u00e3o[\/b]<br \/>\nMuito rica em vitamina C e A, glic\u00f3cidos fen\u00f3licos (mirosina e violina), flavon\u00f3ides e mucilagem. OS risomas cont\u00eam saponinas e um alcal\u00f3ide, a adorantina. As flores possuem \u00f3leo essencial composto de um corante azul e de um composto odorante: o irone.<\/p>\n<p>[b]Propriedades[\/b]<br \/>\nAs flores e folhas s\u00e3o expectorantes e demulcientes, muita efectiva em xaropes ou tisanas para combater tosse, bronquite e asma, com ac\u00e7\u00e3o sudor\u00edfica e anti-inflamat\u00f3ria. A ra\u00edz \u00e9 um expectorante muito mais forte devendo ser tomado com precau\u00e7\u00e3o pois pode ser purgativo. \u00c9 ainda muito utilizada para tratar problemas de pele como psor\u00edase e eczema. Pode ainda ser utilizada para tratar a longo prazo problemas e de reumatismo e infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias. Est\u00e1 associada ao tratamento do cancro da mama, mastite e quistos fibrosos em forma de compressas ou internamente em forma de ch\u00e1 de folhas e flores.<\/p>\n<p>[b]No jardim[\/b]<br \/>\nPropaga-se a a partir de semente ou por divis\u00e3o de rizomas que conv\u00e9m ir separando e preparando para obter mais quantidade de flores. Gostam de climas frios e de sombra. No Inverno n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio proteg\u00ea-las do frio pois a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 geada torna-as mais robustas e resistentes. Pode dar-se em vaso desde que estejam na sombra.  As flores devem colher-se logo ap\u00f3s a sua abertura. A violeta \u00e9 um dos componentes de alguns fertelizantes de agricultura biodin\u00e2mica juntamente com bolsa-do-pastor e cavalinha para pulverizar couves e beterrabas.<\/p>\n<p>[b]Na cosm\u00e9tica[\/b]<br \/>\nMuito utilizada desde a antiguidade na perfumaria de onde se extra\u00eda o \u00f3leo essencial: o irone. Os antigos gregos eram grandes mestres da destila\u00e7\u00e3o e fabricavam um perfume a partir das flores de violeta, alfazema, melissa e rosa. Em Fran\u00e7a cultivam-se ainda v\u00e1rios tipos de violetas para serem usadas na cosm\u00e9tica e perfumaria. Existem v\u00e1rios sabonetes e cremes para pele \u00e0 base de violeta.<\/p>\n<p>[b]Culin\u00e1ria[\/b]<br \/>\nAs violetas s\u00e3o utilizadas na decora\u00e7\u00e3o de pratos, na confec\u00e7\u00e3o de saladas, as folhas podem tamb\u00e9m ser utilizadas mas mudam de cor, tornando-se mais p\u00e1lidas, quando combinadas com lim\u00e3o ou outros \u00e1cidos. Pode-se fazer geleia, xarope ou cristalizar as flores.<br \/>\n[b]Xarope[\/b]: verter \u00e1gua a ferver por cima das flores e deixar repousar durante um dia. Depois de coadas as flores, juntar sumo de lim\u00e3o e a\u00e7\u00facar a gosto e voltar a ferver at\u00e9 atingir uma textura de xarope. Pode ainda juntar algumas flores de violeta num frasco de mel ou numa garrafa de vinagre para assim torn\u00e1-los mais arom\u00e1ticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fr\u00e1geis, t\u00edmidas e perfumadas, as violetas (\u00abviola odorata\u00bb), escondem-se por debaixo da sua densa folhagem, salpicando o jardim de pequenos pontos roxos,desde fevereiro at\u00e9 ao pr\u00edncipio do Ver\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":2809,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[41,68],"class_list":["post-574","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pams","tag-aromaticas-medicinais","tag-flores"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2809"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=574"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/574\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1313,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/574\/revisions\/1313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}