{"id":590,"date":"2008-04-17T11:11:02","date_gmt":"2008-04-17T10:11:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=590"},"modified":"2008-11-27T11:18:17","modified_gmt":"2008-11-27T10:18:17","slug":"chicoria-cor-de-ceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2008\/04\/17\/chicoria-cor-de-ceu\/","title":{"rendered":"Chic\u00f3ria: Cor-de-C\u00e9u!"},"content":{"rendered":"<p>[img]https:\/\/www.portaldojardim.com\/artigos\/plantas_saberes\/chicoria170408\/abertura.jpg[\/img]\u00a0<\/p>\n<div>Fotos: Fernanda Botelho<br \/>\nFoto de abertura: Portal do Jardim<\/div>\n<p>[b]Hist\u00f3ria[\/b]<\/p>\n<p>A chic\u00f3ria ([i]Cichorium intybus L.[\/i]) era j\u00e1 conhecida dos eg\u00edpcios no ano 4000 a.C. e por eles utilizada para combater problemas de f\u00edgado, usavam-na tamb\u00e9m em saladas; no tempo dos fara\u00f3s, bebia-se um sumo de chic\u00f3ria misturado com \u00f3leo de rosas e vinagre para combater as dores de cabe\u00e7a; ou misturada com o vinho para combater doen\u00e7as de f\u00edgado e bexiga.<\/p>\n<p>Era conhecida de Diosc\u00f3rides e de Pl\u00ednio. A partir do s\u00e9c. XVII come\u00e7ou a ser cultivada nas hortas, surgindo algumas variedades menos amargas como as escalotas, end\u00edvias, etc., que por serem menos amargas, s\u00e3o tamb\u00e9m menos eficazes como t\u00f3nico do f\u00edgado.<\/p>\n<table class=\"horimgtable\" border=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#EDF4CC\"><a rel=\"lightbox\" href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/artigos\/plantas_saberes\/chicoria170408\/01.jpg\">[img]https:\/\/www.portaldojardim.com\/artigos\/plantas_saberes\/chicoria170408\/thumbs\/01.jpg[\/img]<\/a><br \/>\n<em><\/em><\/td>\n<td>\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>[b]Habitat[\/b]<\/p>\n<p>Existe em quase todas as zonas de clima temperado e mediterr\u00e2nico, Europa, norte de \u00c1frica e \u00c1sia ocidental. Cresce nas bermas dos caminhos, campos cultivados e incultos, prefere terrenos calc\u00e1rios e ricos em h\u00famus.<\/p>\n<p>[b]Caracter\u00edsticas[\/b]<\/p>\n<p>A chic\u00f3ria \u00e9 da fam\u00edlia das compostas, vivaz de caule r\u00edgido podendo atingir 1,5m de altura, as flores de um azul vivo formam-se em grandes cap\u00edtulos, existindo tamb\u00e9m uma variedade mais rara de cor branca. Ambas segregam um l\u00e1tex branco de sabor muito amargo. As folhas comest\u00edveis devem ser colhidas entre Junho e Setembro, sempre antes da flora\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o sejam t\u00e3o amargas. Partes utilizadas: raiz, folhas e flores.<\/p>\n<p>[b]Constituintes[\/b]<\/p>\n<p>A raiz \u00e9 muito rica em inulina, a\u00e7\u00facares (fructose) e um princ\u00edpio amargo, taninos, pictina, e uma pequena quantidade de alcal\u00f3ides. As folhas possuem tamb\u00e9m inulina e a\u00e7\u00facares, pr\u00f3tidos e muitos sais minerais, entre eles o pot\u00e1ssio, ferro, etc. Vitamina B, C, P e K, amino\u00e1cidos, heter\u00f3cido amargo. As flores possuem cicoridina em forma de glic\u00f3side de sabor muito amargo.<\/p>\n<p>[b]Propriedades[\/b]<\/p>\n<p>As raiz da chic\u00f3ria \u00e9 parte que mais actua sobre o f\u00edgado, ralada e torrada \u00e9 um bom substituto do caf\u00e9; em decoc\u00e7\u00e3o pode tomar-se uma ch\u00e1vena tr\u00eas ou quatro vezes ao dia entre refei\u00e7\u00f5es para estimular o fluxo da b\u00edlis e melhorar o funcionamento do f\u00edgado; \u00e9 tamb\u00e9m muito \u00fatil no combate \u00e0s pedras da ves\u00edcula. As folhas t\u00eam propriedades muito diur\u00e9ticas, ajudando assim a expelir o \u00e1cido \u00farico do organismo, sendo portanto \u00fatil no<br \/>\ntratamento do reumatismo, arterite, gota, etc. Por ser rica em beta-caroteno, ajuda a prevenir alguns tipos de cancro. Toda a planta \u00e9 um t\u00f3nico do f\u00edgado e do aparelho digestivo, ajuda a limpar o aparelho urin\u00e1rio e \u00e9 um laxante suave muito adequado para crian\u00e7as. \u00c9 tamb\u00e9m utilizado para curar certas anemias, icter\u00edcia.<\/p>\n<p>[b]Utiliza\u00e7\u00e3o[\/b]<\/p>\n<p>As folhas consumidas cruas em saladas s\u00e3o mais saborosas e tenras quando jovens; as mais velhas podem ser cozinhas como os espinafres. A raiz jovem, cozinhada \u00e9 utilizada como o nabo. Uma solu\u00e7\u00e3o feita a partir das flores pode ser utilizada para aliviar dores nos olhos, vista cansada e inflamada.<\/p>\n<p>Fervendo as folhas e flores obt\u00e9m-se um l\u00edquido que aplicado em compressas de pano duas a tr\u00eas vezes ao dia constitui um rem\u00e9dio eficaz contra inflama\u00e7\u00f5es e c\u00f3licas do est\u00f4mago.<\/p>\n<p>[b]Curiosidades[\/b]<\/p>\n<p>Na Europa pr\u00e9-industrial era costume as mulheres deitarem-se sobre a variedade de flor branca, mais rara, na altura do parto, e utilizavam o seu suco leitoso e amargo para tratar os mamilos durante o per\u00edodo de aleita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma infus\u00e3o de flores e folhas aplicadas no rosto durante a noite, elimina manchas na pele e os efeitos nocivos da exposi\u00e7\u00e3o ao Sol.<\/p>\n<p>As folhas podem ser utilizadas na tinturaria extraindo-se delas a cor azul.<\/p>\n<p>As flores da chic\u00f3ria s\u00e3o o espelho do c\u00e9u, por isso se diz que contemplando o azul das suas flores, o olhar se acalma e o esp\u00edrito se eleva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje em dia \u00e9 um substituto de caf\u00e9, e foi bebida em sumo na antiguidade, a chic\u00f3ria \u00e9 uma planta com muito para nos dar. Descubra como pode ajudar o seu f\u00edgado a funcionar melhor, a prevenir o cancro, e como ajudou as mulheres durante e depois do parto!<\/p>\n","protected":false},"author":2809,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[41],"class_list":["post-590","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pams","tag-aromaticas-medicinais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2809"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=590"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/590\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1302,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/590\/revisions\/1302"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}