{"id":6245,"date":"2010-06-05T08:57:55","date_gmt":"2010-06-05T07:57:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=6245"},"modified":"2010-06-05T08:57:55","modified_gmt":"2010-06-05T07:57:55","slug":"cravinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2010\/06\/05\/cravinho\/","title":{"rendered":"Cravinho"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/cantinhodasaromaticas.blogspot.com\/2010\/02\/cravinho.html\"><\/a> <\/strong><\/p>\n<p>Planta origin\u00e1ria das Molucas e das Filipinas Meridionais, hoje cultivada em diversos pa\u00edses da zona tropical (Madag\u00e1scar, Indon\u00e9sia, Brasil). Conhecida como <em>Syzygium aromaticum<\/em> ou <em>Eugenia caryophylus<\/em> &#8211; Cravo-da-\u00edndia, cravo-de-cabecinha, cravo\u00e1ria.<\/p>\n<p>Arbusto ou \u00e1rvore de porte m\u00e9dio com forma piramidal ou c\u00f3nica (9-12 metros altura). Pode viver mais de 100 anos. Normalmente, as jovens plantas n\u00e3o geram flores durante os primeiros cinco anos do seu ciclo de vida.<br \/>\n\u00c9 usada no Oriente desde h\u00e1 muitos s\u00e9culos pelos naturais, com o objectivo de eliminar o mau h\u00e1lito da boca. Na China, no s\u00e9culo III a.C. As pessoas mascavam cravinho antes de se dirigirem ao Imperador, como sinal de respeito e para combater o mau h\u00e1lito. Noutros locais atribu\u00edam-lhe propriedades afrodis\u00edacas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/flor-madura.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-6250\" title=\"flor madura\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/flor-madura.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"188\" \/><\/a>A especiaria era consumida h\u00e1 muitos anos pelos povos das margens do mediterr\u00e2neo, sob o nome de <em>Cariophilum<\/em>. Nesse tempo, chegava \u00e0 Europa trazida pelos \u00e1rabes que a compravam no oriente e a faziam chegar aos portos do mediterr\u00e2neo, como era a regra para as especiarias orientais, antes da descoberta do caminho mar\u00edtimo para a \u00cdndia pelos portugueses.<\/p>\n<p>Ao atingir as ilhas Molucas em 1511 os portugueses ficaram muito impressionados com a riqueza em especiarias. Os portugueses foram os primeiros europeus dos tempos modernos a conhecer as plantas produtoras do cravo. Considerada uma das especiarias mais caras entre aquelas do Oriente que chegavam \u00e0 Europa antes dos Descobrimentos, porque tinham que fazer uma longa viagem de quase uma semi-circunfer\u00eancia do globo, embarcada e desembarcada dezenas de vezes, vendida e revendida, passando dos juncos aos navios \u00e1rabes, destes \u00e0s caravanas que atravessavam lentamente as intermin\u00e1veis plan\u00edcies da Mesopot\u00e2mia e destas \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es mediterr\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Quando os portugueses chegaram \u00e0s ilhas das especiarias o cravo passou a vir para a Europa principalmente pela via mar\u00edtima que deram a conhecer aos europeus. inaugurava-se assim a \u00e9poca da conquista, que nos custou muito trabalho e muitas vidas, porque o cravo foi sempre comprado com sangue dos portugueses. Uma das especiarias mais valorizadas, no mercado do in\u00edcio do s\u00e9culo XVI um quilo de cravo equivalia a sete gramas de ouro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/cravinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-6251\" title=\"cravinho\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/cravinho.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"188\" \/><\/a>Em 1605 os holandeses ocuparam as ilhas Molucas e expulsaram os poucos portugueses que por ali restavam, assegurando o neg\u00f3cio do cravo. Com o objectivo de manter o monop\u00f3lio do com\u00e9rcio do cravo, concentraram toda a produ\u00e7\u00e3o numa ilha apenas e mandaram destruir todas as planta\u00e7\u00f5es existentes nas demais. Impondo penas severas para todos aqueles que a cultivassem fora do espa\u00e7o determinado para o efeito. Esta decis\u00e3o foi mal aceite pelos locais, pois interferia com o costume de plantar um craveiro no nascimento de cada um dos seus filhos e o comportamento de cada \u00e1rvore consideravam-no relacionado com a vida da crian\u00e7a. Assim, se as \u00e1rvores fossem destru\u00eddas, isso representaria um mau agoiro para os filhos a que estavam associadas.<\/p>\n<p>Perdidas as Molucas em detrimento da Holanda, estava perdido o com\u00e9rcio do cravo, os portugueses arriscaram noutras regi\u00f5es, mas os resultados n\u00e3o foram muito satisfat\u00f3rios. Em meados do s\u00e9c. XVI descobrem no Brasil uma planta similar, cravo- maranh\u00e3o, no entanto, n\u00e3o vai ter o mesmo impacto que o cravo do Oriente.<\/p>\n<h2><strong>Partes utilizadas<\/strong><\/h2>\n<p>Bot\u00f5es florais. Inicialmente a flor tem uma colora\u00e7\u00e3o rosada, mas com o tempo, muda para amarelo-esverdeada e depois torna-se vermelha. \u00c9 nesta \u00faltima fase da flor, mas antes da abertura da corola, que se obt\u00e9m o cravinho. Se n\u00e3o se proceder \u00e0 colheita, a flor abre e as p\u00e9talas tornam-se patentes e o produto perde grande parte do seu valor comercial. \u00c9 fundamental colher antes que atinjam esta fase vermelho brilhante, quando est\u00e3o no pico de sabor e aroma. A colheita geralmente demora de dois a tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>O \u00f3leo essencial (15% a 20%) deve existir nos bot\u00f5es florais, no m\u00ednimo, 150 ml\/kg, e possuir eugenol (85% a 90%). \u00c9 respons\u00e1vel pela ac\u00e7\u00e3o antibacteriana, antif\u00fangica, e antiviral, devido essencialmente ao eugenol. Este \u00f3leo \u00e9 usado como mat\u00e9ria-prima na ind\u00fastria farmac\u00eautica, cosm\u00e9tica e odontol\u00f3gica.<\/p>\n<h2><strong>Infus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p><strong> <\/strong> 1 a 1,5 gr por ch\u00e1vena, 3 ch\u00e1venas por dia, antes ou depois das refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2><strong>Uso externo<\/strong><\/h2>\n<p>\u00d3leo essencial puro, em solu\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica ou oleosa a 10%; impregnar uma gase ou algod\u00e3o e aplicar em dentes cariados.<\/p>\n<h2><strong>Na culin\u00e1ria<\/strong><\/h2>\n<p>\u00c9 normalmente empregue na prepara\u00e7\u00e3o de sopas, ensopados, doces, pudins, bolos, p\u00e3o, vinhos, ponches quentes e licores. O eugenol, presente no \u00f3leo essencial, tem ac\u00e7\u00e3o bactericida, o que o torna \u00fatil para preservar e prolongar a validade de compotas e conservas.<\/p>\n<h2><strong>Na sa\u00fade e cosm\u00e9tica<\/strong><\/h2>\n<p>Utilizado em produtos de higiene oral para\u00a0desinfectar e promover um h\u00e1lito agrad\u00e1vel. \u00c9 tamb\u00e9m eficaz no combate \u00e0 acne. O \u00f3leo pode ser usado para massajar m\u00fasculos doridos, para suavizar estrias e \u00e9 eficaz no tratamento de unhas quebradi\u00e7as, rachadas ou fracas, e de calosidades.<\/p>\n<p>Na Indon\u00e9sia empregam-se grandes quantidades de cravo na confec\u00e7\u00e3o de cigarros perfumados (Kretek). O pa\u00eds \u00e9 respons\u00e1vel pelo consumo de mais de 50% da produ\u00e7\u00e3o mundial. \u00c9 de tal forma elevado que este pa\u00eds, apesar de ser um dos maiores produtores, nem sequer tem sido auto-suficiente.<\/p>\n<h2>Dica: Perfume a sua casa!<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/pomander-ball.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-6248\" title=\"pomander ball\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/pomander-ball.jpg\" alt=\"\" width=\"146\" height=\"133\" \/><\/a>Usar cravinho pelo seu valor arom\u00e1tico \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o antiga. As pomander balls eram feitas de ouro, prata, incrustadas de pedras preciosas, presas a uma corrente do mesmo material que se usava ao pesco\u00e7o ou \u00e0 cintura. Continham misturas arom\u00e1ticas que eram usadas pelas suas qualidades terap\u00eauticas.\u00a0 A Rainha Elizabeth I de Inglaterra nunca se separava da sua. Passaram mais tarde a ser um presente natal\u00edcio muito apreciado, na forma de laranjas ou tangerinas incrustadas de&#8230;cravinho!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Utilizado desde h\u00e1 s\u00e9culos pelo seu aroma, da cosm\u00e9tica \u00e0 culin\u00e1ria. Descubra esta planta que pode viver mais de cem anos!<\/p>\n","protected":false},"author":2813,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,10,7],"tags":[870,871,869,868],"class_list":["post-6245","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pams","category-as-plantas","category-featured","tag-cravinho","tag-cravo-de-cabecinha","tag-eugenia-caryophylus","tag-syzygium-aromaticum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2813"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6245"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6245\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6253,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6245\/revisions\/6253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}