{"id":9887,"date":"2013-04-22T15:23:43","date_gmt":"2013-04-22T14:23:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/?p=9887"},"modified":"2013-05-15T16:10:47","modified_gmt":"2013-05-15T15:10:47","slug":"aves-sazonais-no-nosso-jardim-%e2%80%93-o-fenomeno-da-migracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/2013\/04\/22\/aves-sazonais-no-nosso-jardim-%e2%80%93-o-fenomeno-da-migracao\/","title":{"rendered":"Aves sazonais no nosso jardim \u2013 o fen\u00f3meno da migra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"_mcePaste\">\u00c9 do conhecimento geral que as aves fazem migra\u00e7\u00f5es. Do ponto de vista cient\u00edfico, a migra\u00e7\u00e3o\u00e9 um movimento sazonal que envolve a desloca\u00e7\u00e3o de um ser vivo de uma zona geogr\u00e1fica para outra. No caso das aves, este movimento poder ser entre continentes ou entre regi\u00f5es do mesmo continente.<\/div>\n<p>Certamente j\u00e1 reparou que no seu jardim, em determinadas alturas do ano, aparecem algumas esp\u00e9cies que est\u00e3o ausentes nos restantes meses. Este fen\u00f3meno deve-se \u00e0 migra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nExistem esp\u00e9cies com ocorr\u00eancias diferenciadas em Portugal. Algumas surgem apenas no inverno e outras na primavera. Mas de onde v\u00eam e para onde v\u00e3o estas aves?!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Felosinha.-Cr\u00e9ditos-Aves-do-nosso-jardim.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-9889\" title=\"Felosinha. Cr\u00e9ditos Aves do nosso jardim\" src=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Felosinha.-Cr\u00e9ditos-Aves-do-nosso-jardim.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Felosinha.-Cr\u00e9ditos-Aves-do-nosso-jardim.jpg 333w, https:\/\/www.portaldojardim.com\/pdj\/wp-content\/uploads\/Felosinha.-Cr\u00e9ditos-Aves-do-nosso-jardim-300x217.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a>As esp\u00e9cies que surgem no inverno, caso da felosinha, dos tordos e dos lugres, passam a primavera e o ver\u00e3o nas \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o, mais a norte, e no Outono descem at\u00e9 \u00e0 nossa latitude, s\u00e3o as chamadas esp\u00e9cies Invernantes. A migra\u00e7\u00e3o destas esp\u00e9cies ocorre, de modo geral, em novembro (quando aparecem em Portugal) e em Mar\u00e7o-Abril (altura em que voltam para a Europa do norte e central).<br \/>\nNo caso das aves que s\u00f3 aparecem em Portugal na primavera e ver\u00e3o e est\u00e3o ausentes no Inverno, fazem migra\u00e7\u00e3o no Outono (final de Agosto a Outubro), quando abandonam as \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o em Portugal e v\u00e3o passar o Inverno a \u00c1frica, regressando em Mar\u00e7o-Maio. Neste grupo podemos incluir as andorinhas, os cucos e os papa-figos.<br \/>\nExiste ainda um outro grupo de indiv\u00edduos que apenas passa por Portugal por fazer parte da sua rota migrat\u00f3ria, ou seja, esp\u00e9cies que nidificam na Europa central e do norte e passam o Inverno em \u00c1frica. Neste caso, podemos observ\u00e1-las no nosso jardim apenas nos meses demigra\u00e7\u00e3o \u2013 Agosto-Outubro (migra\u00e7\u00e3o de Outono) e em Mar\u00e7o-Maio (migra\u00e7\u00e3o de Primavera).S\u00e3o exemplo: a felosa-das-figueiras, a felosa-musical e o papa-moscas-cinzento.<br \/>\nA ideia de que as aves se v\u00e3o embora para pa\u00edses mais quentes \u00e9 uma ideia comum, mas, decerto modo, incompleta. Digamos que as raz\u00f5es fundamentais que levam as aves a migrarems\u00e3o a disponibilidade de locais de alimenta\u00e7\u00e3o e nidifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMuitas esp\u00e9cies v\u00eam passar o Inverno a Portugal porque no norte e centro da Europa as temperaturas podem descer at\u00e9 alguns graus negativos e cobrir a paisagem de neve. Estas condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas adversas limitam muito a quantidade de alimento que as avesconseguem encontrar para sobreviver. Movem-se assim mais para sul, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, onde o inverno \u00e9 um pouco mais ameno.<br \/>\nAs esp\u00e9cies que passam a primavera e o Ver\u00e3o na Europa, incluindo Portugal, e que semovem para \u00c1frica no Outono, fazem-no em busca de alimento, especialmente insectos, muito abundantes no continente Africano.<br \/>\nUma boa parte das aves que aparecem nos jardins n\u00e3o realizam movimentos migrat\u00f3rios, s\u00e3o as chamadas esp\u00e9cies residentes. Conseguem adaptar-se e sobreviver durante todo o anona mesma regi\u00e3o. Nos nossos jardins, s\u00e3o o caso dos pardais, das carri\u00e7as, dos melros e dos chapins.<br \/>\nEsta tem\u00e1tica da migra\u00e7\u00e3o \u00e9 relativamente complexa e existem mais factores do que os que aqui foram mencionados que ser\u00e3o de compet\u00eancia mais cient\u00edfica e que n\u00e3o cabem no \u00e2mbito deste artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 do conhecimento geral que as aves fazem migra\u00e7\u00f5es. Do ponto de vista cient\u00edfico, a migra\u00e7\u00e3o\u00e9 um movimento sazonal que envolve a desloca\u00e7\u00e3o de um ser vivo de uma zona geogr\u00e1fica para outra. No caso das aves, este movimento poder ser entre continentes ou entre regi\u00f5es do mesmo continente. 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