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Empresa Sementes Vivas entrega sementes de variedades tradicionais ao Banco Português de Germoplasma Vegetal

A empresa Sementes Vivas terminou o ano de 2025 com uma entrega de lotes de sementes autóctones de variedades tradicionais de hortícolas e leguminosas ao Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV), em Braga, reforçando a valorização e conservação da agrobiodiversidade nacional.

No âmbito da colaboração entre o BPGV e a Sementes Vivas, foram entregues sementes de 14 variedades tradicionais e dois lotes de Material Biológico Heterogéneo. Estas sementes têm origens diversas, incluindo agricultores locais, membros da rede de produtores de sementes da Sementes Vivas, e entidades como a Câmara Municipal de Alpiarça, a CCDR-Norte, entre outras. Em alguns casos, as variedades já estão registadas pelas entidades mencionadas, e a Sementes Vivas deu continuidade ao trabalho de seleção, multiplicação e comercialização. Noutros, a empresa realizou o registo das variedades no Catálogo Nacional de Variedades de Espécies Agrícolas e Hortícolas, após ensaios, seleção e caracterização. Micha Groenewegen, responsável da Sementes Vivas, afirma que: “Enquanto empresa de sementes biológicas, acreditamos que a recuperação, conservação e valorização do material genético das variedades hortícolas tradicionais portuguesas é fundamental para o futuro da agricultura. Estas variedades, selecionadas ao longo de gerações, encerram uma diversidade genética única, adaptada aos diversos solos e climas de Portugal, bem como aos sistemas agrícolas tradicionais. Num contexto de alterações climáticas, esta diversidade representa resiliência, capacidade de adaptação e soberania alimentar. Investir neste património genético não é apenas preservar o passado — é criar soluções vivas para os desafios do presente e do futuro.

O Banco Português de Germoplasma Vegetal tem como missão colher, conservar, caracterizar, documentar e valorizar os recursos genéticos, assegurando a diversidade biológica e a produção agrícola sustentável. Hoje, o BPGV é uma das maiores infraestruturas mundiais de conservação de recursos genéticos, guardando mais de 47 mil amostras de 150 espécies e 90 géneros, incluindo cereais, plantas aromáticas e medicinais, fibras, forragens, pastagens e culturas hortícolas.
A coordenadora do BPGV Ana Maria Barata da Silva expressa que: “A conservação sensu lato de recursos genéticos, onde se inclui a colheita, caracterização e avaliação, documentação e valorização, é uma missão de Estado em cada País e uma missão de todos nós.

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