A CARREGAR

Type to search

As minhas flores: Amaryllis belladonna

Amaryllis belladonna L., conhecida pelos nomes comuns de amarílis, beladona-falsa ou meninas-pra-escola, é uma planta perene, bolbosa, da família das amarilidáceas, nativa do Cabo Ocidental, África do Sul, cujas vistosas flores atrombetadas aparecem sazonalmente, logo após as primeiras chuvas depois da estiagem e antes das folhas. Introduzida na Europa no século XVIII, a planta é cultivada em regiões livres de geadas intensas para fins ornamentais, geralmente em bermas de caminhos e estradas e em taludes. Também é utilizada como planta envasada para decoração de interiores.
Apresenta fortes semelhanças com diversas espécies do género Hippeastrum, da América tropical, cujas flores são comercializadas sob o nome comum de amarílis.

Fotografia: Vasco de Melo Gonçalves

Foi, nos Açores, que vi pela primeira vez esta belíssima flor. A elegância, as cores e o nome “meninas-pra-escola” não me deixaram indiferente…
As imagens que aqui vos trago foram obtidas em Mafra num final de dia soalheiro. Espero que gostem!

Descrição
A planta desenvolve-se a partir de um bolbo arredondado, semelhante a uma cebola, de 5 a 10 cm de diâmetro, revestido por escamas acastanhadas. O bolbo instala-se próximo da superfície do solo e apresenta taxa de crescimento moderada, mantendo-se ativo durante múltiplos anos. O bolbo permanece em dormência durante o verão, perdendo as folhas e escapos florais logo que se desenvolvem condições de secura no solo. O bolbo é tóxico quando ingerido por humanos devido à presença de diversos alcalóides, entre os quais licorina, o qual afeta o coração, pelo que se os bolbos forem ingeridos em quantidade podem ser fatais.
As folhas são simples, de coloração verde a verde-escuro, baças, lineares a sublanceoladas, paralelinervadas, com 30 a 50 cm de comprimento e 2 a 3 cm de largura, com desenvolvimento basípeto, agrupadas em duas filas opostas. As folhas surgem no final do outono, após o fim da estiagem, e secam no final da primavera, o que marca a entrada em dormência do bolbo. O bolbo permanece em dormência até às primeiras chuvas, quebrando a latência com a emissão do escapo floral, o que precede em algumas semanas o aparecimento das folhas.
As flores surgem numa inflorescência umbeliforme instalada sobre um escapo floral com até 60 cm de altura a partir do solo, de consistência herbácea, oco, liso e de cor castanho-avermelhado brilhante. Cada inflorescência pode conter até 9-12 flores, agrupadas em trímeros rodeados por brácteas, e tende a orientar-se na direção em que recebe mais radiação solar.

As flores têm formato de trombeta, com até 10 cm de comprimento e corola com 8 cm de diâmetro, exibindo uma alargada paleta de colorações que vai desde o rosa, o branco e o vermelho até ao lilás ou ao alaranjado. Embora a maioria das flores apresente cores pálidas, inicialmente tendendo para o rosa-claro, escurecem para o rosa-escuro ou vermelho com o envelhecimento. Existem cultivares com coloração floral mais acentuada, incluindo tons de lilás e de alaranjado. A flor emite um odor agradável, mais intenso ao anoitecer. As flores são hermafroditas, com os 6 estames e estilete fortemente encurvados para cima.
O fruto é uma cápsula loculicida, ligeiramente carnosa, com sementes aplanadas, de coloração castanho-escura, sem asa.
A etimologia do nome genérico Amaryllis radica-se numa frase das Éclogas de Virgílio onde é usada a palavra grega αμαρυσσω (latinizada como amarysso), significando “para acender”, referindo-se a uma pastora. O género foi considerado monotípico, tendo como única espécie a A. belladonna, até ser descrita a a espécie Amaryllis paradisicola.

Cultivo
A forma mais comum de cultivo é através do transplante de bolbos, o que deve ser feito na primavera, quando estes iniciam a sua fase de dormência. O plantio é feito em covetas estreitas e profundas para facilitar o enraizamento. O solo ideal para o crescimento desta planta é uma mistura de terra de jardim e solo mineralizado.
A cultura não necessita de quaisquer cuidados, podendo manter-se indefinidamente sem qualquer intervenção humana. Contudo, em regiões sujeitas a geadas, há que ter em atenção a sensibilidade das gemas dos bolbos à congelação, pois se esta danificar a gema o bolbo degenera e morre. Nessas regiões, para evitar os danos pelo frio, os bolbos devem ser recobertos com palhas, manta morta ou detritos vegetais.
A planta é resistente à secura, permanecendo dormente até a humidade no solo permitir o seu desenvolvimento. Por essa razão apenas necessita de rega em situações de secura extrema ou quando ocorram secas outonais ou invernais após chuvas que tenham quebrado a dormência.
As necessidades de luz variam segundo a época do ano, mas a espécie prefere locais bem expostos ao sol, preferencialmente em taludes voltados para o equador ou em zonas bem drenadas e despidas de vegetação de grande porte que possa causar ensombramento. Apesar disso tolera alguma sombra, embora perca vigor e reduza a floração. Fonte: Wikipédia

A REDACÇÃO do Portal do Jardim.com, conjuntamente com todos os seus contribuidores, prepara artigos e notícias do seu interesse, mantendo-o ao corrente do que se passa sobre o Jardim, em Portugal e no Mundo.

Tags:

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Ir para o topo