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14ª edição do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima; O Clima nos Jardins

Ponte de Lima e Festival de Jardins a combinação perfeita.

Os jardins têm a sua abertura oficial no final de Maio prolongando-se abertos ao público até final de  Outubro.

A componente didática do evento tem sido uma constante ao longo dos últimos 14 anos e contribui em muito para dar à vila de Ponte de Lima uma visibilidade muito para além das fronteiras de Portugal.

Os 12 jardins em exposição incluem o mais votado da edição de 2017, a proposta de Espanha Novaterra do paisagista Jose Souto. Tem ainda patente o Espaço Escolinhas, este ano na 4ª edição.  Com 12 escolas representadas tem sido um dos aspetos mais relevantes do Festival de Jardins tendo em conta como envolve todas as crianças do concelho.

 

Jardins 2018 em Exposição

Antropia no Jardim.  Portugal.

Este jardim representa uma alusão às ações humanas na natureza e das suas consequência no ciclo terrestre. O intuito é mesmo inquietar e alarmar, três espaços dentro do jardim expressam fenómenos naturais de ação destruidora, nomeadamente o tufão, a seca e o degelo. Num quarto espaço a natureza ainda não destruída mas ameaçada pelos fenómenos que a circundam, esta área  é um microcosmo  e que se pode perder.

Autoria Eduardo Moura, Arq.º Paisagista e José Torre,  Eng.º Agrónomo da Naturcampo.

 

Jardim de Microclimas. Holanda.

A organização artística holandesa Laboratory for Microclimates (LfM) explorou as qualidades existentes da região e as questões relacionadas com a água, o vento e o calor que afetam Portugal nos dias de hoje.

LfM pretende usar a arte e a natureza no Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima como catalisador e ativador a fim de convidar os visitantes para uma experiência nova e diferente na zona de Ponte de Lima, mas também para estimular e cativar a comunicação entre vários grupos-alvo na área e para reforçar os valores existentes da paisagem (cultural) através da arte do jardim.

Autoria Laboratory of Microclimates da artista Annechien Meier; Engº Joost Suasso de Lima de Prado e Gert-Jan Gerlach,  Cineasta / Designer Concetual.

 

Círculo Verde. Itália.

Projeto inspirado na Floresta Vertical em Milão.

Três jardins desenvolvidos na vertical, dispostos num círculo também vertical e todos com a mesma altura. No centro dos três muros existe um banco onde os visitantes podem descansar e olhar para a paisagem. Espécies herbáceas plantadas em painéis modulares nas paredes permitem-nos apreciar as plantas conforme desejarmos.

Este tipo de jardim permite não desperdiçar águas residuais ao usar plantas que não precisam de muita rega e aproveitam a chuva.

Autoria Escola Superior de Arte e Design “Augusto Passaglia”, turma 5A, de Lucca, na Toscana Estudantes: Flavia Amari; Alice Andreoni; Linda Bechelli; Debora Camarlinghi; Marisol Cattani; Angelica Florio; Lucrezia Gonfiantini; Martina Lotta; Carolina Nunziante; Leonardo Paladini; Lorenzo Pardini; Carlotta Rosellini; Sabrina Tambellini; Elena Valenti; Professores e Arquitectos Gerardo Mottola e Greta Parri.

 

Controle Climático. Inglaterra

“O clima é um bem comum; pertencente a todos e destinado a todos”.

Este jardim chama a atenção para o valor do nosso Meio Climático e aumenta a consciência da sua importância, pelo que o podemos considerar um jardim cheio de mensagens. Trata-se de um convite para as pessoas se envolverem de maneira significativa com o que as rodeia e umas com as outras; para pensar, interagir e ponderar o mundo à sua volta.

Autoria Grace Abbott & Naheeda Fadra, Estudantes de Arquitectura Paisagística, School of Art & Design, University of Gloucestershire UK e Scott Farlow,  Professor de Desenho Espacial.

 

Estações que Prendem. Argentina.

Mergulhe numa aventura. Deixe-se levar pelos sentidos… Explorar o caminho e descobrir as estações do ano preso numa teia de aranha…

Os ciclos da vida acontecem ao longo das estações. As sementes que a natureza colhe no inverno, para semear na primavera e que florescerão no verão, serão a herança verde das gerações futuras.

A proposta “Estações que Prendem” é um projeto dinâmico, interativo e sensorial, que convida a participar enquanto se percorre as diferentes estações do ano – o projeto é explorado através de quatro eixos: cores, aromas, sons e texturas.

Autoria Dina Cerutti, Eng.ª Agrónoma e Paisagista; Bárbara Del Fabro, Desenhadora Técnica; Victoria Magnano, Eng.ª Agrónoma.

 

Atitudes (In)Conscientes. Portugal.

“Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrastes.” Baden Powell – Fundador Mundial do Escutismo

Primeiro pensamento que nos surgiu foi “estabilidade”, “equilíbrio” entre a Natureza e o Ser.

Este jardim tenta focar as razões que levam às alterações climáticas, principalmente ações realizadas pelo Homem contra a Natureza.

O escutismo, apesar de ser uma escola de educação não formal, apela para a protecção da natureza e dos animais, pois os equilíbrios dos ecossistemas estão interligados.

Autoria Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento nº 367 Anais; Joaquim Silva -Dirigente do CNE e Cátia Silva – Optometrista; dirigentes do CNE Albino Ferreira;  Mário Silva; Ricardo Corvas; João Cruz; Fernanda Araújo;  Soraia Silva; Rafaela Pereira e Ana Leitão.

 

O Espelho do Pensamento. Inglaterra.

O jardim procura incentivar a contemplação pessoal. Um espaço para o pensamento e a reflexão.

Os poços de água representados simbolizam a dura realidade dos efeitos do Homem sobre os nossos cursos de água naturais.

O cravo vermelho no final  representa a força, as mudanças e a esperança de Portugal.

Autoria Natalie Sze Ching Yan e Melissa Nanang, Estudantes de Arquitetura Paisagística; Theodore Juriansz School of Art & Design, University of Gloucestershire.

 

Utopia Ecológica. Portugal.

O presente jardim convida as pessoas a refletirem sobre a necessidade de encarar as alterações climáticas que se verificam à escala global. Assenta na ideia que podemos minimizar esta ameaça. Como? Transformando o espaço no qual vivemos, fazendo uma utilização racional dos recursos naturais e da energia, criando condições favoráveis a um ambiente sadio para o homem e equilibrado com o meio biofísico…

O visitante pode contemplar o espaço e deixar a sua imaginação divagar.

Autoria Ana Cristina Rocha; Carlos Manuel Caldas; Diana Fernandes; Tânia Cruz – Estudantes de Agronomia do IPVC-ESA; Maria Gabriela Dias, Arq.ª Paisagista/Docente do IPVC-ESA; Carlos Manuel Caldas, Estudante de Agronomia do IPVC-ESA.

 

O Museu do Passado. Áustria.

Os humanos gostam do luxo duma vida moderna e confortável. Temos a oportunidade de viajar pelo mundo, de comer frutas de todos os continentes e de gozar da liberdade do World Wide Web. Todos os recursos naturais das nossas terras que são excessivamente explorados. As áreas rurais diminuem, os habitats de animais estão ameaçados de extinção e se não tratamos de mudar  comportamentos o nosso ambiente no futuro poderá parecer-se muito com este jardim.

A Terra estará morta, poluída e infértil e teremos que ver o que resta da nossa vegetação natural num museu, separado do mundo exterior, para que não se contamine e tenha uma oportunidade de sobreviver.

Há que mudar ideias e acções para evitar um colapso global.

Autoria Estudantes Anita Rampetsreiter; Luca Lakatos; Réka Bancsi; Susana Dürr e  Roland Wück  Consultor da  University of Natural Resources and Life Sciences, Viena.

 

Criado pela Natureza. Alemanha.

Este projeto refere-se ao jardim não só como um espaço bonito, mas também como lugar para desfrutar, um lugar para admirar e um lugar onde entramos em contacto com e aprendemos com a natureza. Durante muito tempo, os seres humanos tiveram um contacto muito íntimo com a natureza, mas nos tempos presentes essa ligação perdeu-se devido ao facto de que cada vez mais pessoas viverem nas cidades, morando em casas sem jardim e só poderem ver zonas verdes através das janelas dos seus carros.

Autoria Urbanistas Norman Kalesse Urbanista e Lennart Faltin. Da Arquitecta Janine Tüchsen  e  Sophie Juilfs, Urbanista da Universidade de Detmold.

 

Passeio pelo Clima. Espanha.

Ao longo da história da jardinagem tem sido possível cultivar espécies de outros climas graças às estufas, espaços onde podemos recriar as condições meteorológicas que têm essas plantas nos seus locais de origem.

A espinha dorsal do nosso projeto é inspirado pelo efeito de estufa, o qual é representado através de um elemento simbólico, com uma estrutura aberta de madeira que se repete várias vezes. Dentro de cada estrutura foi recriado um clima característico principalmente através da vegetação:

Clima Semidesértico / plantas suculentas e catos; Clima Mediterrâneo / plantas aromáticas;

Clima de Montanha / coníferas;  Clima Tropical / plantas aquáticas e  Clima Subtropical / plantas epífitas.

Autoria Alunos do Segundo Curso do Ciclo Formativo de “Disseny de Jardins” da Escola Disseny Floral i Paisatgisme de Catalunya (Barcelona): Jorge Fluxà González; Nahuel González Williams; Naila Castaing Tieleman; Elena Somalo Diez; Paula Nouza Ferré; Robert Senar Tognetta. Dos arquitetos paisagistas Mireia Fernández Terricabras e Mireia Rubio Coll e do Engº Agrónomo Jorge Muñiz.

 

Até final de Outubro ainda pode visitar.

Durante o mês de Agosto e  Setembro das 10h00 às 12h00 e das 13h00 às 19h00 e em Outubro, encerra às 18 horas. No período da manhã de segunda-feira o Festival de Jardins encontra-se encerrado para manutenção do mesmo.

 

Entrevista:

À conversa com Engº Mecia Martins Vice Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima

 

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1 Comments

  1. Luisa Mendes 10 de Agosto de 2018

    São sempre interessantes as interpretações dos temas e a cada ano é uma surpresa. A não perder.

    Responder

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