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Os meus Jardins: Jardim do Palácio Marquês de Pombal

No coração da Vila de Oeiras fomos descobrir um jardim formal do século XVIII onde a estatuária e o azulejo convivem com um jardim de buxo, extensos relvados e o elemento água.

Cascata dos Poetas

Texto e fotografia: Vasco de Melo Gonçalves

“…A enquadrar o Palácio encontram-se os Jardins, de grandiosas e retilíneas alamedas, terraços, escadarias, cascatas e fontes que encerram elementos escultóricos e simbólicos de grande valor artístico. Aqui se conjugavam os aromas dos pomares de citrinos, flores e plantas com o som da água fresca e murmurante das cascatas. Em 1965, os Jardins foram alvo de uma intervenção da autoria do arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles. Depois de dois séculos de vivência
aristocrática, o Palácio de Oeiras conheceu, a partir do século XX, um novo percurso bem diferente do anterior. Em 1939, o seu recheio foi leiloado e a propriedade vendida e fracionada. Em 1958 foi adquirido pela Fundação Calouste Gulbenkian. O Palácio e os Jardins estendem-se por uma área de cerca de 6 hectares e são propriedade da Câmara Municipal de Oeiras desde Novembro de
2003. Encontram-se abertos ao público desde Junho de 2004, assim como o Lagar de Azeite, recuperado pela autarquia e inaugurado em Abril de 2010”.

Jardim de Flores criado por Gonçalo Ribeiro Telles

Nas diferentes áreas temáticas do jardim, a escultura e o azulejo são presenças permanentes a par do elemento água. Infelizmente, quando visitámos o espaço, a água não esteve presente devido a um problema com as tubagens. Segundo parece, é um problema grave, sem solução no curto prazo estando-se a trabalhar em projetos de recuperação.
A Gruta Nobre ou Cascata dos Poetas é um elemento saliente para quem visita o jardim. “…No centro da Cascata dos Poetas, surge um gigante aquático, figura alegórica ao rio Tejo, encimada pelos bustos de Homero, Virgílio, Tasso e Camões, do cinzel do escultor Machado de Castro…”.
Ainda na componente escultórica, temos a Fonte das Quatro Estações, que centra o horto ajardinado, as bicas esculpidas dos tanques do Jardim das Merendas, assim como outros elementos ornamentais junto ao Terraço das Araucárias e respetivas escadarias.
É mais junto ao palácio que os azulejos ganham força, temos “… painéis de azulejo de estilo rococó da 2ª metade do século XVIII, de grande intensidade cromática que ornamentam os muros, escadarias, terraços e bancos do jardim, são de grande força decorativa e representam composições variadas: motivos vegetais e florais, ornatos geométricos que dialogam com medalhões figurativos representando cenas da vida quotidiana da época (passeios de barco, corridas de fidalgos em falcoarias e montarias ao javali e ao veado) bem como temas mitológicos…”.
Por fim, a Ribeira da Laje une e separa este jardim. Diversos pontos de observação e bancos permitem contemplar a atividade da ribeira, outrora navegável, onde reside uma comunidade de patos-reais .

Jardim de Buxo

Visão do Palácio com as duas Araucárias.

Informações úteis
Jardins do Palácio Marquês de Pombal
Largo Marquês de Pombal. 2780 – 501 Oeiras
Horário: Todos os dias
Verão: 1 maio a 30 setembro | 9h > 20h
Inverno: 1 outubro a 30 abril | 10h > 18h
Encerra: 1 janeiro, domingo de Páscoa, 1 maio e 25 dezembro.
Bilhete: Gratuito
Posto de Turismo de Oeiras
Tel. +351.214.408.781 | e-mail: turismo.oeiras@cm-oeiras.pt | www.cm-oeiras.pt

Ribeira da Laje

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