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Madeirã, uma freguesia que destila tradição

O último ateliê temático de cultura e gastronomia agendado para 2018, no âmbito da iniciativa “Dez Freguesias, Dez Experiências” decorrerá no dia 3 de novembro, na freguesia de Madeirã, dando destaque ao mais promissor fruto do Pinhal que em terras de muita madeira, se produz de forma sublime. Este é o ingrediente que está na base de produtos de qualidade reconhecida, como a aguardente, mas também licores e compotas que têm recebido medalhas de ouro em reputados concursos.

Organizado pelo Município de Oleiros e pela Junta de Freguesia de Madeirã, contando com o apoio da Associação Recreativa e Cultural de Melhoramentos da Aldeia da Cava (ARCA), do Grupo de Amigos da Freguesia de Madeirã (GAFM) e do Geopark Naturtejo, este ateliê temático de cultura e gastronomia irá contemplar um passeio pedestre interativo, um almoço de convívio e a recriação histórica “Os Madeiranenses da diáspora”, a cargo da Companhia de Teatro Viv´Arte.

O check in para este ateliê inicia-se às 8:30h, no Adro da Igreja Matriz de Madeirã, onde será recriada a tradicional “desjejua”. Dali inicia-se o passeio interativo com passagem por alguns imóveis antigos do aglomerado urbano, por uma casa de lavoura onde serão abordadas algumas tradições agrícolas (como a pisa da castanha), por um local com vista panorâmica para os Meandros do Zêzere – paisagem classificada pela UNESCO (incluindo uma explicação pela geóloga Joana de Castro Rodrigues) e como não poderia deixar de ser, pela destilaria Silvapa, com visita a um espaço musealizado com peças de várias épocas.

A atividade culmina no Santuário do Senhor Jesus do Vale Terreiro com um almoço de convívio, seguido de uma recriação histórica que pretende ser um tributo aos filhos da terra, desde os que permaneceram nas raízes (como um núcleo de lavradores, instalados na aba sul do Vale do Zêzere, cuja produção de castanheiro foi prioritária à sua subsistência, ou alguns barbeiros-sangradores) e os que procuraram fortuna noutras paragens (em Lisboa, ligados à atividade comercial e em Belém do Pará – Brasil, ligados à indústria e comércio). Estes foram responsáveis pela construção de alguns dos imóveis habitacionais, escolares e religiosos da freguesia, marcando a arquitetura do casario.

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