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Palácio Nacional da Pena expõe reconstituição inédita da Árvore de Natal de D. Fernando II

– D. Fernando II introduziu na corte portuguesa a tradição da árvore de Natal e concebeu o primeiro cartão de Boas Festas
– Iniciativa inédita, em Portugal e no contexto internacional
– Instalação resulta de investigação histórica e iconográfica
– Inclui reproduções à escala da decoração e dos brinquedos, segundo técnicas de execução tradicionais

Árvore de Natal D. Fernando II no Palácio Nacional da Pena. Fotografia: PSML / Luís Duarte

O Palácio Nacional da Pena comemora este Natal com a reconstituição histórica inédita da Árvore de Natal de D. Fernando II − o “ Pinheiro da Pena” − que estará em exposição no Salão Nobre deste monumento até 6 de janeiro, Dia de Reis. D. Fernando II, monarca responsável pela construção deste Palácio, é reconhecido como a figura histórica que introduziu na corte portuguesa o hábito de invocar a quadra natalícia com um pinheiro decorado. Na época em que reinou com D. Maria II, o Natal no Palácio das Necessidades (em Lisboa) era celebrado em torno de um pinheiro trazido propositadamente do Parque da Pena, em Sintra. A memória dessas noites foi-nos deixada por D. Fernando II através de duas gravuras de sua autoria e foram estes testemunhos visuais, acompanhados de uma ampla investigação histórica, que permitiram concretizar com rigor esta reconstituição.

O rei D. Fernando II rodeado pelos seus sete filhos em redor da Árvore de Natal. Autor: D. Fernando II. Insc.: FC fec. 1848, PNP3462. Fotografia: PSML / Ana Cristina Machado

Infante D. Pedro junto à Árvore de Natal. Autor: D. Fernando II, 1844. Insc.: FC fec. à Lisbonne 1844, PNP3462. Fotografia: PSML / Ana Cristina Machado

As gravuras do Rei-Artista evidenciam o pinheiro, que era o centro da festa, decorado com velas, com frutos e com figuras diversas e, ao seu redor, os brinquedos destinados aos pequenos príncipes. As crianças estão representadas em ambiente familiar e, num desses desenhos, admiram a chegada de São Nicolau, que era o próprio rei trajado. A instalação que agora se expõe no Palácio Nacional da Pena, e que a partir deste ano poderá ser observada por todos os visitantes que passem por este monumento durante a quadra natalícia, é composta por reproduções exatas e à escala do que seria esta decoração natalícia e os brinquedos que D. Fernando II representou. Estas são o resultado de um trabalho de manufatura especializada, que, com base nos conhecimentos históricos e técnicos reunidos pela equipa do Palácio, recorreu à utilização de materiais idênticos aos originais e a técnicas de execução tradicionais.

Este projeto, que implicou um investimento de cerca de 20.000 €, integra-se no trabalho que vem sendo desenvolvido nos interiores do Palácio Nacional da Pena, que visa a reconstituição histórica dos ambientes domésticos que marcaram a vivência da Família Real neste monumento. Com este objetivo, tem sido levada a cabo uma profunda investigação histórica, que parte de fontes documentais e iconográficas e que, para se materializar, tem contado com a colaboração de reputados mestres e fabricantes do mercado nacional e internacional.

Boas Festas. Autor: D. Fernando II, 1839, PNP3355/1. Fotografia: PSML / Ana Cristina Machado

O primeiro cartão de Boas Festas concebido em Portugal
A Árvore de Natal não é a única tradição natalícia que D. Fernando II terá iniciado na Família Real portuguesa. O monarca foi, igualmente, o autor do primeiro cartão de Boas Festas de que há registo no país, que data de 1839 e que se destinou aos seus familiares. Os cartões foram gravados isoladamente, existindo no Palácio Nacional da Pena um pequeno álbum de gravuras que conserva um exemplar. As coleções reais britânicas contêm, pelo menos, duas provas deste cartão. Um deles é dedicado à Rainha Vitória e integra um álbum compilado pela própria.

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