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O Jardim selvagem, dá prioridade às plantas indígenas para acolher e preservar a fauna local. Um jardineiro irlandês, do séc. XIX, William Robinson, foi o pai desta ideia, o que faz dele um protector do ambiente e da biodiversidade muito à frente do seu tempo!

Filosofia

O Jardim selvagem ou natural nasce duma escolha com a qual se pretende privilegiar a conservação de espécies naturais. A crescente actividade de colonização de espaços naturais para fins de construção reduz constantemente os espaços propícios ao desenvolvimento da biodiversidade. A escolha de manter ou criar um jardim natural ou selvagem, nasce assim, com frequência da tomada de consciência da importância da conservação da mesma.

O jardim selvagem visa, muito mais do que harmonia de cores e/ou formas, garantir a sociabilidade das plantas, a criação de um biótopo que mantenha em harmonia vegetais e animais. Para conseguir este feito, é vetado o uso de qualquer tipo de produtos químicos sendo que o respeito pela flora selvagem favorece a presença continuada dos insectos.

Para construir um jardim selvagem é necessário aceitar a liberdade das plantas na natureza. A vegetação cresce ao lado e sobre muros e muretes, caminha alegremente ao lado das construções, um monte de folhas mortas, um velho tronco ou um amontoado de pedras são muito mais que isso: são abrigos preciosos para a fauna. Ainda que toda esta liberdade passe uma imagem de “falta de manutenção…

Plantas

As plantas indígenas representam a quase totalidade das plantas de um jardim selvagem. Habituadas ao solo e ao clima, resistem bem às variações de estação e precisam de pouca manutenção. A fauna local, para se alimentar e proteger de predadores, está também acostumada a estas plantas, o que lhe garantirá um jardim cheio de insectos e de pássaros! Podem incluir-se espécies como por exemplo o girassol,  de grande interesse na cadeia alimentar, oferecendo ao mesmo tempo pólen e sementes para borboletas, abelhas e pássaros.

Dividido por zonas, o jardim abrigará plantas e consequentemente animais diferentes em cada uma delas. As sebes, feitas de várias plantas diferentes não deverão ser talhadas para permitir que os pássaros nidifiquem e se alimentem, um espaço deixado literalmente abandonado produzirá uma grande diversidade de flores que atraem os colectores de pólen, os arbustos ou maciços de arbustos abrigam os pequenos roedores, ouriços e quem sabe até pássaros e, se conseguir além disso manter uma zona húmida, poderá ainda atrair pequenos animais e insectos que vivem perto de lagos e charcos.

Manutenção

O conceito de jardim selvagem convém perfeitamente aos amadores de jardim que preferem passar mais tempo a admirá-lo do que a ter trabalho com ele! No entanto, para isto tem que ser muito bem planeado, e, para evitar que se propaguem algumas espécies em detrimento de outras, é necessário fazer um mínimo de manutenção.

O objectivo não é limpar e arrumar profundamente o jardim mas sim, deixar ao longo das estações abrigos para a fauna, em número suficiente para que os animais não desertem! Neste caso, convém por exemplo esperar pela Primavera para retirar caules secos, que serão um excelente abrigo para insectos no Inverno.

Erva: quando se cortar, é preferível deixá-la ficar no lugar durante uns dias antes de a retirar para a pilha de composto, o que permite aos insectos abandonar os pés cortados e procurar novo refúgio e favorece o crescimento de cardos e urtigas, por exemplo.

Regra geral, será sempre preferível usar ferramentas manuais, que não são poluentes. O “mulching” é uma excelente opção, para espaçar as regas e proteger as plantas jovens. Tudo isto e a ausência de produtos químicos fazemda opção “Jardim Selvagem” um acto de responsabilidade e empenho na manutenção de um bom ambiente!

Atreva-se! É tão fácil!

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1 Comments

  1. Francisco Rossi Menezes 14 de Outubro de 2014

    Bom dia a todos.
    Excelente a matéria sobre jardins selvagens.

    Abs,

    Francisco

    Responder

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