Planta: Verbena

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Robusta, resiliente e persistente é esta verbena que me nasce em tudo quanto é canto escondido entre muros e lajes. De aparência frágil mas na verdade as suas folhas e caules são quase coriáceas de tão resistentes que são.

O nome de verbena surge muitas vezes erradamente na designação de embalagens de infusão de uma sua prima aromática a lúcia-lima ou bela-luísa ou limonete.

De facto o que têm de mais comum é o tipo de flores daí a inclusão taxonómica na família das Verbenáceas onde se inclui também uma outra prima mais vistosa e de flores mais exuberantes mas igualmente robusta

A lucia-lima Lippia Citriodora e a Verbena bonariensis são ambas originárias da América latina, a Verbena Bonariensis da Argentina e a lúcia-lima do Chile mas também Argentina e Perú.

Mas esta Verbena officinalis a que me refiro é muito comum em Portugal continental e ilhas onde também se dá pelo nome de gerbão, ulgebrão, erva-sagrada e erva-dos-leprosos. Nasce perto de entulhos e baldios preferindo locais húmidos e sombrios.

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verbena (2)História

Para os romanos era considerada uma planta sagrada e com ela selavam importantes pactos conferindo-lhes assim mais autoridade. Para além disso os embaixadores coroavam-se com flores de verbena em ocasiões especiais (Se calhar quando tinham enxaquecas devido às ressacas das orgias). Era também considerada uma planta afrodisíaca.

Na Roma antiga era ainda utilizada para purificar pessoas, proteger os soldados, as casas e divindades romanas.

Chamavam-lhe erva-santa e usava-se nos altares em cerimónias religiosas pois acreditava-se que teria sido usada para limpar as feridas de Jesus Cristo por ser muito comum no local da sua crucificação.

Na mitologia Celta era também uma planta muito respeitada e considerada uma panaceia para todos os males, muito comum em rituais de magia e proteção.

Na Idade Média trazia-se ao peito como amuleto contra a peste. Picadas de serpentes e mau-olhado.

Era de tal forma importante esta erva hoje considerada daninha, que no séc.XIV foi oficialmente designada pelos apoticários como tratamento para cerca de 30 patologias diferentes.

Infelizmente no séc XIX caiu um pouco no esquecimento mas hoje volta olhar-se para ela com o merecido respeito e interesse sendo conquistado um lugar importante na fitoterapia ocidental e na Medicina Tradicional Chinesa.

verbena

verbena (9)Principais utilizações:

Usa-se em infusão, alcolatura ou em pó em forma de cápsulas ou comprimidos.

É composta por heterósidos de iridóides, flavonoides, mucilagens, ácido cafeico e vestígios de óleo essencial.

Tem uma ação anti-inflamatória e adstringente sendo usada em casos de infeções respiratórias, tosse e bronquite, ansiedade, irritabilidade, insónias e enxaquecas. Recomendas em casos de exaustão nervosa. É também aconselhada em casos de problemas digestivos como estimulante amargo para o apetite melhorando a absorção dos nutrientes. Melhora a função do fígado e da vesícula. Útil no tratamento de diarreia, disenteria e obstipação.

Em infusão morna é usada no tratamento de gota e retenção de líquidos devido à sua ação diurética.

Uma infusão quente reduz a febre.

É um estimulante uterino, melhora a circulação pélvica e aumenta a produção de leite materno sendo usada para regular o ciclo feminino e em casos de síndrome pré-menstrual.

Externamente, em forma de gargarejos é eficaz no tratamento de inflamações da boca, da garganta e sangramento das gengivas. Pode também ser usado para lavar e cicatrizar cortes e feridas.

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Precauções:

Não recomendado na gravidez.

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Sobre o autor

O Autor

FERNANDA BOTELHO nasceu em Tojeira/Sintra em agosto de 1959. Aos 18 anos viaja para Londres onde estuda antroposofia e plantas medicinais e pedagogia Montessori. Fez o curso de guia de jardim botânico com a Alexandra Escudeiros e gostou tanto que repetiu no ano seguinte. Apaixonada por jardins botânicos, é frequentadora assídua de Kew gardens. Absorve o que vê, fotografando e escrevendo. Publica anualmente desde 2010 agendas de plantas medicinais, três livros infantis “Salada de flores” “Sementes à solta” e “Hortas aromáticas”. “As plantas e a saúde, guia de remédios caseiros”. É colaboradora do programa Eco-escolas desenvolvendo projetos de plantas medicinais e hortas sustentáveis nos espaços escolares com professores e alunos. É convidada regular da RTP 1, organiza passeios botânicos e dá workshops sobre plantas medicinais. Blogue Malva Silvestre.

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